As ações da Hershey ganharam fôlego após a divulgação dos resultados do quarto trimestre, que superaram as expectativas do mercado. A companhia apresentou números robustos tanto em lucro quanto em receita e ainda sinalizou um cenário positivo para 2026, o que animou os investidores.
No período, a fabricante de chocolates e snacks registrou lucro por ação ajustado de US$ 1,71, bem acima da projeção média de US$ 1,40. A receita somou US$ 3,09 bilhões, crescimento de 7% na comparação anual e também superior ao consenso do mercado, que apontava US$ 2,97 bilhões.
No consolidado de 2025, a Hershey alcançou vendas líquidas de US$ 11,69 bilhões, alta de 4,4% em relação a 2024. Em termos orgânicos e a moeda constante, o crescimento foi de 4,2%, refletindo a resiliência da companhia mesmo em um ambiente de custos pressionados.
Para 2026, a empresa apresentou uma projeção considerada forte pelo mercado. A expectativa é de lucro por ação ajustado entre US$ 8,20 e US$ 8,52, bem acima das estimativas atuais dos analistas. A Hershey também projeta crescimento de 4% a 5% nas vendas líquidas, impulsionado por reajustes de preços, lançamentos de produtos e maior investimento em publicidade.
Segundo Kirk Tanner, presidente e CEO da companhia, a confiança no desempenho futuro está relacionada à capacidade de execução da empresa. Ele destacou a atuação das equipes em um cenário desafiador, com foco em eficiência operacional, inovação e fortalecimento das marcas.
Entre os segmentos, a Confeitaria da América do Norte — principal negócio da Hershey — registrou crescimento de 5,3% nas vendas no trimestre, totalizando US$ 2,48 bilhões. O avanço foi impulsionado principalmente por reajustes de preços, que compensaram a retração de volume associada à maior sensibilidade do consumidor.
Já o segmento de Snacks Salgados da América do Norte foi um dos destaques do período, com crescimento de 28% nas vendas, que chegaram a US$ 357 milhões. O desempenho reflete a forte demanda no varejo e a expansão de pacotes variados, além do impacto positivo da aquisição da LesserEvil, que contribuiu de forma relevante para o crescimento.
Apesar dos resultados positivos, a margem bruta ajustada recuou 6,5 pontos percentuais no trimestre, pressionada pelo aumento nos custos de commodities, despesas adicionais com tarifas e menor volume em algumas categorias.
Ainda assim, a expectativa da companhia é que, ao longo de 2026, o crescimento das vendas e a recuperação das margens sejam suficientes para compensar os investimentos adicionais em marcas, capacidades produtivas e tecnologia — um movimento que reforça a estratégia de longo prazo da Hershey no mercado global de alimentos e snacks.







