O iFood anunciou uma mudança relevante no plano Entrega Flex que passa a valer a partir de 1º de fevereiro de 2026. A taxa cobrada sobre os pedidos realizados nesse modelo será reajustada para 24%, impactando diretamente a margem dos restaurantes que utilizam a logística da plataforma.
A alteração será feita automaticamente, sem necessidade de confirmação adicional por parte dos estabelecimentos. A mensalidade do plano permanece inalterada — o ajuste se concentra exclusivamente no percentual aplicado sobre cada pedido entregue via Entrega Flex.
Impacto direto na margem dos restaurantes
Na prática, o novo percentual reduz a rentabilidade por pedido caso o restaurante mantenha a mesma estrutura de preços, combos e ticket médio. Para operações que já trabalham com margens apertadas, o aumento pode representar um prejuízo acumulado significativo ao longo do mês, especialmente em volumes elevados.
O risco está no chamado prejuízo silencioso: continuar vendendo com a mesma estratégia enquanto o custo por pedido aumenta. Sem revisão de cardápio, precificação ou logística, a taxa passa a corroer o resultado gradualmente.
Alternativas e decisões estratégicas
O iFood informou que restaurantes que não desejarem seguir com o novo percentual podem migrar para outros planos diretamente pelo Portal do Parceiro, na seção Serviços e Soluções.
No entanto, a decisão vai além de trocar de plano. Envolve avaliar:
- Reajuste de preços e combos
- Estratégia de ticket médio
- Dependência da logística do iFood
- Viabilidade de frota própria ou parceiros externos
- Mix entre Entrega Flex e outros modelos
Mais do que uma mudança operacional, o reajuste força uma releitura da estratégia de delivery em 2026.
Fonte: deliveryquevende







