Se tempo é prioridade para você, também é para o consumidor
Por Leonardo de Ana, Cofundador e Co-CEO da InHouse Market*
Inicialmente, a ideia de mercadinhos em condomínios era simples: aproximar a conveniência do dia a dia das pessoas. Mas o que observamos ao longo do tempo foi muito além disso. O que era só praticidade virou comportamento, rotina, hábito.
O consumidor de hoje não quer apenas comprar, ele quer resolver. E quer resolver no tempo dele. Essa autonomia transformou os minimercados de condomínio em um ponto de encontro entre necessidade e conveniência sem atrito, sem filas, sem deslocamento.
E o crescimento do setor justifica essa leitura. O consumidor está disposto a gastar mais por menos tempo aplicado. Dados do Radar Scanntech – Varejo de Vizinhança, levantamento desenvolvido para a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), mostram que, mesmo com menor volume de itens vendidos, os minimercados ampliaram o faturamento em 2025, justamente por conta da precificação. O crescimento foi de 5,3%, acima da média do varejo alimentar, que ficou em 4,1% no mesmo período.
O perfil mais frequente dos clientes reflete a busca por fluidez: famílias, jovens profissionais, pessoas com rotinas intensas ou com horários pouco convencionais. Pessoas que não querem ajustar seu dia para ir ao mercado, mas sim integrar a compra ao próprio cotidiano.
Um levantamento feito pela InHouse Market mostrou que os picos de venda acontecem aos finais de semana, com destaque para os domingos. Isso revela muito: domingo é o dia em que as famílias estão em casa, quando o lazer acontece no próprio condomínio e quando pequenas reposições se tornam urgentes.
Outro momento de destaque é o pós seis horas da tarde. O consumidor chega do trabalho, percebe que acabou o leite, o pão, a bebida para relaxar, ou precisa de algum item para cozinhar. É aí que o modelo autônomo se mostra indispensável: rápido, disponível, seguro e ao lado de casa.
E os itens mais vendidos? Bebidas ainda lideram a lista, mas há um crescimento consistente de produtos práticos — comidas rápidas, itens de café da manhã, snacks e produtos de uso diário. A compra resolutiva, ao contrário da planejada, vem ganhando espaço.
O crescimento dos mercadinhos autônomos nestes locais é a resposta. Resposta a um consumidor que valoriza seu tempo e autonomia. Condôminos percebem a utilidade, síndicos observam a valorização imobiliária e empreendedores enxergam um modelo eficiente, escalável e de baixo atrito.
Se a última década foi de digitalização, a próxima será de proximidade. O varejo volta para perto e se integra ao cotidiano como serviço essencial.
Eu acredito que o futuro do consumo passa exatamente por isso: conveniência inteligente, tecnologia e proximidade real. E os mercados autônomos de condomínio são hoje um dos maiores símbolos dessa mudança.
Fonte: assessoria







