Segundo matéria publicada pela Exame, a fabricante de alimentos Mondelēz tem adotado uma abordagem robusta de responsabilidade socioambiental, com foco em agricultura regenerativa, redução de impactos ambientais e fortalecimento de comunidades locais. Em 2023, consolidando uma trajetória iniciada em 2018, a companhia alcançou uma redução de 37% nas emissões na manufatura e de 12% em sua cadeia de valor global.
Entre as iniciativas de destaque está o investimento de milhões de dólares em pesquisa e inovação para desenvolver embalagens mais sustentáveis — resposta direta a uma das principais demandas ambientais do setor. A meta é clara: até o fim de 2025, 98% das embalagens deverão ser recicláveis. Paralelamente, a empresa quer reduzir em 5% o uso de plástico virgem e em 25% a presença de plásticos rígidos virgens nas embalagens.
No setor agrícola, o Brasil ocupa posição estratégica dentro das operações da Mondelēz, favorecido pela biodiversidade e pelas condições ideais para o cultivo do cacau. Para Maria Claudia Souza, diretora-sênior de assuntos corporativos e governamentais da Mondelēz Brasil, “embora o Brasil tenha dimensões continentais, o modelo produtivo de sucesso e as terras cultiváveis conferem ao país um enorme potencial de ser um grande produtor mundial”.
Essa visão se concretiza em projetos como o Cocoa Life, programa global voltado à sustentabilidade na produção de cacau, que já recebeu mais de 1 bilhão de dólares em aportes desde 2012. A iniciativa capacita pequenos produtores, promovendo o cultivo consorciado com outras espécies para fomentar o reflorestamento de áreas degradadas. Hoje, mais de 1.900 produtores brasileiros participam do programa, o que gerou um aumento médio de 40% na produtividade e de 35% na renda familiar. A meta é que, até o fim de 2025, 100% do cacau utilizado pelas marcas da empresa seja proveniente do Cocoa Life.
A Mondelēz também estabeleceu como compromisso a neutralidade de carbono até 2050. Para isso, vem implementando tecnologias inovadoras na logística, como a priorização do transporte marítimo e o uso de caminhões refrigerados com placas acumuladoras de frio, movidos a energia elétrica e solar. “Somos a primeira companhia do mundo a desenvolver essa tecnologia para refrigeração em veículos de grande porte com temperatura positiva”, afirmou Souza. Atualmente, 11 caminhões utilizam a tecnologia, com previsão de atingir 50 unidades até 2026.
Outro destaque é o projeto Carbon Booster, que desde 2012 transformou mais de 2.000 hectares degradados em florestas, com capacidade de absorver aproximadamente 150 mil toneladas de carbono. A proposta é garantir que cada árvore plantada contribua efetivamente para a regeneração ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas.
Fonte: Exame







