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Matcha: o pó verde que conquistou o mundo

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Do Japão para o mundo: o matcha deixou de ser apenas um ingrediente tradicional em cerimônias de chá e se transformou em estrela global. Hoje, ele aparece em cafés descolados, sobremesas criativas, bebidas funcionais e até em cosméticos. Mas o que faz esse pó verde vibrante conquistar tantos consumidores?

O que é o matcha?

Produzido a partir da planta Camellia sinensis, a mesma do chá verde, o matcha é feito de folhas cultivadas à sombra, que são moídas até virar um pó fino e de cor intensa. Esse processo aumenta a clorofila e preserva a L-teanina, um aminoácido que contribui para seu sabor característico — levemente adocicado, com notas de umami.

A principal diferença em relação ao chá tradicional é que, no matcha, consumimos o pó inteiro, e não apenas a infusão. Isso garante uma dose concentrada de antioxidantes, vitaminas e minerais.

Energia equilibrada e bem-estar

Um dos segredos do sucesso do matcha está na combinação de cafeína com L-teanina. Esse mix gera energia estável e foco mental, sem o “pico e queda” comum do café. Além disso, o matcha é rico em catequinas, antioxidantes que estão associados a benefícios como controle de peso, melhora da saúde cardiovascular e até prevenção de doenças.

Não por acaso, o ingrediente virou queridinho nos círculos de saúde e bem-estar no Ocidente.

Versatilidade que encanta

Seja em receitas doces ou salgadas, o matcha mostra sua força. Ele dá cor, sabor e até sofisticação a:

  • Lattes e frappés
  • Bolos, cookies e sorvetes
  • Smoothies e shakes proteicos
  • Coquetéis criativos (como o “sayuritini”)
  • Snacks e cereais matinais

Grandes marcas já surfam nessa onda: de granolas japonesas com matcha Uji de Kyoto a pipocas gourmet e bebidas à base de aveia. Até as gigantes do foodservice, como Starbucks e Krispy Kreme, lançaram edições especiais que ganharam espaço nas redes sociais.

Combinações de sabores

O sabor terroso e levemente amargo do matcha pode ser explorado de várias formas:

  • Doces: chocolate branco, baunilha e mel suavizam o amargor.
  • Frutas: morango, manga e cítricos como limão e yuzu trazem frescor.
  • Nozes e sementes: amêndoas, gergelim e coco ampliam a cremosidade.
  • Especiarias e ervas: gengibre, canela e hortelã adicionam camadas modernas ao perfil tradicional.

Essa flexibilidade amplia ainda mais as possibilidades para chefs, marcas e consumidores.

Desafios por trás da tendência

O boom global trouxe também pressões na cadeia produtiva. O aumento da demanda, somado a problemas climáticos e à redução da mão de obra no Japão, fez os preços subirem até 30% em 2025. Algumas cafeterias já enfrentam dificuldades para manter o fornecimento.

Além disso, especialistas alertam para a importância de diferenciar o matcha cerimonial (mais puro e usado em rituais) do culinário (mais indicado para receitas). Essa clareza é essencial para evitar a diluição do valor cultural e garantir a sustentabilidade da cadeia.

Oportunidade para marcas

Para quem atua no setor de alimentos e bebidas, o matcha abre espaço para:

  • Posicionamento premium com origem rastreável.
  • Educação do consumidor sobre tipos e usos do matcha.
  • Inovação em produtos que unem bem-estar, sabor e estética.
  • Práticas éticas de fornecimento, respeitando tradições e comunidades agrícolas japonesas.

Mais do que uma moda, o matcha se consolida como um ingrediente global, que conecta tradição e inovação. E para as marcas, o desafio é claro: transformar essa febre em propostas conscientes, criativas e sustentáveis.




Fonte: Food Bev

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