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McDonald’s aposta em “suco de picles” em campanha na Nova Zelândia

O McDonald’s Nova Zelândia chamou atenção nas redes sociais ao lançar uma campanha inusitada envolvendo “suco de picles” como bebida para atletas. A ação, desenvolvida em parceria com o clube Auckland FC, reutiliza a salmoura dos picles usados nos restaurantes da rede e transforma o líquido em um item voltado à recuperação esportiva.

A iniciativa foi criada pela agência McCann New Zealand e divulgada oficialmente em maio. Segundo a marca, a ideia surgiu após identificar que alguns atletas já utilizavam o chamado pickle juice para ajudar no alívio de cãibras musculares durante partidas e treinamentos.

Reaproveitamento e marketing esportivo

De acordo com o McDonald’s, o projeto também conversa com estratégias de reaproveitamento de ingredientes e redução de desperdício dentro da operação da rede.

O líquido, rico em sódio e eletrólitos, normalmente seria descartado após o uso dos picles nas cozinhas dos restaurantes. Na campanha, ele passou a ser engarrafado e distribuído inicialmente para jogadores do Auckland FC.

Posteriormente, a ação foi ampliada para equipes amadoras da Nova Zelândia por meio de sorteios promocionais que entregavam kits do chamado “McDonald’s Pickle Juice”.

Produto viralizou nas redes sociais

A campanha rapidamente ganhou repercussão online e gerou dúvidas entre consumidores sobre um possível lançamento oficial de um isotônico da marca.

Até o momento, porém, o McDonald’s não indicou planos de comercialização do produto nem expansão para outros mercados. A iniciativa segue como uma ação regional de marketing esportivo.

O tom inusitado da campanha ajudou a impulsionar o alcance nas redes sociais. Enquanto parte do público encarou a ideia como criativa e divertida, outros reagiram com surpresa à possibilidade de atletas consumirem salmoura de picles durante jogos.

Experiência e conversa cultural ganham espaço no marketing

A ação reforça uma tendência crescente entre grandes redes de alimentação: campanhas que priorizam experiência, conversa cultural e potencial de viralização mais do que necessariamente o lançamento de novos produtos permanentes.

Nos últimos anos, marcas globais de foodservice vêm investindo em ativações com forte apelo digital, conexão com comunidades e elementos inesperados para gerar engajamento orgânico nas redes sociais.

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Fonte: DG ABC

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