Nos anos 1970, o Hamburger Helper tornou-se um item básico nas mesas de jantar americanas, em meio a um cenário de inflação e altos preços da carne bovina, quando famílias buscavam transformar meio quilo de carne moída em uma refeição completa.
De acordo com uma matéria do The New York Times, essas mesmas pressões econômicas explicam por que a mistura de massa temperada voltou a ganhar força como solução prática e acessível.
Hoje, enquanto muitas empresas de alimentos registram queda na demanda por seus produtos, as vendas do Hamburger Helper cresceram 14,5% no ano até agosto, segundo a Eagle Foods, dona da marca. O impulso extra veio após a aparição do produto em um episódio da série O Urso.
E não é só o Hamburger Helper. Segundo analistas ouvidos pelo NYT, alimentos tradicionalmente associados a períodos de dificuldade financeira também estão em alta. As compras de arroz subiram 7,5% neste ano, enquanto o consumo de atum, salmão e sardinha enlatados, além de feijão e macarrão com queijo, também cresceu.
A reportagem aponta que a incerteza econômica e tarifas mais altas sobre produtos importados levaram muitos consumidores a priorizar itens essenciais e de bom custo-benefício, cortando supérfluos. “Os custos de vida aumentaram. Os gastos com alimentação e bebida subiram. Os consumidores procuram alimentos que os satisfaçam pelo menor custo possível”, afirmou Sally Lyons Wyatt, consultora da Circana.
Mesmo com a desaceleração da inflação desde o pico de 2022, os preços dos alimentos consumidos em casa estão 21% mais altos do que há quatro anos. No caso da carne moída, a alta foi de 13% em apenas um ano, alcançando um recorde em agosto.
A matéria também relembra o histórico cultural do Hamburger Helper, que já foi símbolo da chamada “economia Hamburger Helper” em outras crises, como em 2008 e na pandemia de COVID-19. Hoje, a Eagle Foods aposta em novos formatos e sabores — incluindo opções mais rápidas de preparo e até uma linha para café da manhã — para revitalizar a marca e acompanhar mudanças nos hábitos de consumo.
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Fonte: Infomoney







