Mais de 30 anos depois de embalar gerações com um dos jingles mais icônicos da publicidade brasileira, o Guaraná Antarctica resgata o clássico “Pipoca com Guaraná”. A nova versão chega repaginada e conectada com a estreia da segunda temporada de Wandinha, série da Netflix, num movimento que aproxima o refrigerante da Ambev das novas gerações — e do universo do streaming.
O jingle original, criado em 1991 por Nizan Guanaes na agência DM9DDB, com melodia de César Brunetti e voz de Lucinha Lins, já teve diversas releituras ao longo dos anos. Entre os nomes que deram nova voz à campanha estão Carlinhos Brown (2008), Claudia Leitte (2011) e Manu Gavassi (2020). Desta vez, a parceria com a Netflix marca a primeira releitura com temática específica, trazendo ares de suspense e humor ao clássico refrão.
Streaming, pipoca e Guaraná: a tríade da nova geração
A campanha atual, assinada pela agência CPB e produzida pela Barry, aposta na conexão entre o entretenimento digital e momentos de consumo do refrigerante. Com o slogan “Horror é pipoca sem Guaraná”, a ação estabelece um paralelo entre o universo sombrio de Wandinha e a ausência da tradicional combinação brasileira de cinema em casa: pipoca com Guaraná.
A trilha original foi mantida, mas a letra ganhou nova roupagem para dialogar com a estética e o clima da série. O filme principal da campanha é dividido em dois momentos: o primeiro com o jingle clássico e o segundo com uma virada para o suspense — provocando, segundo o diretor de marketing Guilherme Poyares, um “grito de filme de terror” ao mostrar a falta do refrigerante.
Participação internacional e linguagem visual marcante
Quem dá um toque especial à campanha é o ator romeno Victor Dorobantu, que interpreta a Mãozinha na série da Netflix. Ele veio ao Brasil especialmente para a gravação, atuando apenas com gestos — inclusive abrindo uma latinha e interagindo com a pipoca em cena, com todo o carisma característico de seu personagem.
Tradição com frescor
Com mais de um século de história, o Guaraná Antarctica reforça sua proposta de se reinventar sem perder a conexão com o passado. O resgate de um símbolo tão forte quanto o jingle é também uma estratégia para permanecer relevante entre as novas gerações — aquelas que, hoje, trocam a sala de cinema pelas plataformas de streaming.
A escolha de Wandinha não é por acaso: a série foi a produção mais assistida da Netflix em 2023 e segue como um dos títulos mais influentes no consumo jovem. O Brasil, segundo maior mercado da plataforma, tem papel estratégico nesse contexto de produção e audiência.
“Se antes a dupla pipoca e Guaraná era sinônimo de cinema, hoje o streaming ocupa esse lugar nas conversas culturais”, destaca Poyares. E o Guaraná Antarctica mostra que continua sabendo como participar dessas conversas.
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