O Governo de São Paulo lançou, na quinta-feira (26), a segunda edição do programa Rotas do Vinho de São Paulo, ampliando a iniciativa para 87 atrativos turísticos ligados a experiências em vinícolas, incluindo 22 enodestinos. Os empreendimentos estão distribuídos em cinco rotas e 38 municípios paulistas.
Coordenado pela Casa Civil e pela InvestSP, o programa reúne ações das secretarias estaduais de Turismo e Viagens, Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Abastecimento e Cultura, Economia e Indústrias Criativas. A proposta é consolidar o enoturismo como vetor de desenvolvimento regional, organizando a oferta turística e estimulando investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e promoção integrada.
Levantamento recente indica que 73,7% das vinícolas participantes avaliam os resultados como positivos. Entre os principais efeitos percebidos, 82% relataram aumento no número de visitantes, com crescimento médio de 27% no fluxo turístico. O gasto médio por visitante foi estimado em R$ 204, com impacto direto na economia local e nas propriedades produtoras.
Os dados também mostram reflexos sobre a estrutura dos negócios. 92% das vinícolas já iniciaram ou pretendem iniciar melhorias em infraestrutura, e parte relevante dessas obras foi motivada diretamente pelo aumento da demanda turística. No mercado de trabalho, 67,9% dos empreendimentos afirmaram estar contratando, com boa parte das admissões impulsionadas pelo crescimento no número de visitantes.
Outro destaque está na ampliação das experiências oferecidas ao público. Cerca de 96% das vinícolas passaram a criar ou expandir atividades como degustações guiadas, passeios entre vinhedos, eventos culturais e experiências gastronômicas, reforçando a conexão entre vinho, turismo e consumo.
A nova edição abrange rotas já consolidadas, como Bandeirantes, Circuito das Frutas, Alta Mogiana, Alto da Mantiqueira e Serra dos Encontros, além de reunir vinícolas em diferentes regiões do estado na categoria de enodestinos. A expansão reforça o papel do vinho como ativo turístico e econômico em São Paulo, conectando produção, hospitalidade e experiências no campo.








