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Tiradentes: tradição e novidades no destino gastronômico mineiro

Foi em Tiradentes, há quase três décadas, que nasceu o primeiro festival de gastronomia do Brasil. Organizado pela plataforma Fartura, referência em produção de conteúdo e experiências gastronômicas, o evento segue firme e acontece em 2025 entre os dias 22 e 31 de agosto. Mas a cidade, localizada a 196 quilômetros de Belo Horizonte, vai muito além do festival: sua vocação culinária consolidou Tiradentes como um dos principais destinos gastronômicos de Minas Gerais, onde se encontram desde pratos típicos mineiros até experiências contemporâneas sofisticadas.

28º Festival Cultura e Gastronomia

Em 2025, o festival chega à 28ª edição com o tema “Da origem ao prato”. A programação inclui aulas, cozinhas ao vivo, restaurantes temporários e os famosos festins — jantares assinados por chefs renomados. Entre os nomes internacionais confirmados estão os portugueses Antônio Loureiro (1 estrela Michelin) e Vitor Matos (2 estrelas Michelin). Do Brasil, participam chefs como Henrique Gilberto, Caio Soter e Onildo Rocha. A chef Janaina Torres, eleita melhor do mundo pelo The World’s 50 Best Restaurants em 2024, retorna com sua tradicional feijoada na praça.

Onde comer em Tiradentes

Celso: comida mineira de raiz

@celsorestaurante

Em frente ao Largo das Forras, ponto central da cidade, o restaurante Celso é um clássico desde 1985. A fachada discreta esconde um salão nos fundos, onde são servidos pratos fartos da cozinha mineira tradicional. O tutu com costelinha, linguiça, lombo, torresmo, couve e arroz (R$ 109,90 para duas pessoas) é um destaque que facilmente serve três. Outro pedido famoso é o feijão tropeiro, igualmente generoso. Atenção: a casa aceita apenas pix e dinheiro.

Angatu: contemporaneidade à luz de velas

@angatutiradentes

O chef Rodolfo Meyer cria releituras criativas de receitas tradicionais, combinando sabores intensos com ingredientes inusitados. Entre as entradas, vale provar o tartare de porco curado com baru, furikakê mineiro e creme de pequi (R$ 64). Nos principais, opções como o chorizo de angus grelhado (R$ 149) e o nhoque de baroa com bisque de camarão e gin mineiro (R$ 162) chamam atenção.

Nossa Osteria: o sul da Itália em Minas

@nossaosteria

Inspirada na Costa Amalfitana, a Nossa Osteria combina culinária italiana e brasileira em um ambiente acolhedor. A segunda unidade da marca — a primeira fica em Itaipava, no Rio de Janeiro — serve massas artesanais como o Fettuccine al Mare com limão siciliano e camarões grelhados (R$ 118) e o Gnocchi Toscani com carne desfiada e queijo gratinado (R$ 98). A carta de vinhos tem 40 rótulos, a partir de R$ 95.

Mazuma Mineira Bar & Coquetelaria: drinques com cachaça

@mazumamineirabar

Extensão do alambique homônimo localizado em Bichinho, o Mazuma ocupa a rua Direita com uma proposta de coquetelaria focada na cachaça artesanal. A carta, assinada pelo mixologista Pedro Resende, inclui opções como o Rabo de Galo (cachaça, Cynar, vermute rosso e laranja bahia, R$ 28) e o Floral (flor de sabugueiro, licor de pêssego e cachaça, R$ 32). Para acompanhar, o cardápio do chef Marcelo Lima oferece petiscos e pratos como a Guiosa de porco e ora-pro-nóbis com caldo de tucupi e pimenta cítrica (R$ 34).


Fonte: Revista Encontro

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