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Coca-Cola estuda vender Costa Coffee e mira produtos mais saudáveis

divulgação

A Coca-Cola está considerando se desfazer da Costa Coffee, rede britânica de cafeterias adquirida em 2018 por mais de US$ 5 bilhões. Segundo a Reuters, a decisão faz parte de uma revisão estratégica do portfólio, em resposta às novas demandas dos consumidores e ao cenário econômico global.

Para conduzir essa análise, a companhia conta com o apoio do banco de investimentos Lazard. A Costa Coffee, hoje presente em 50 países, já atraiu o interesse de fundos de private equity, que devem apresentar propostas nos próximos meses. Ainda assim, não há garantias de que a venda será concluída.

O próprio CEO da Coca-Cola, James Quincey, reconheceu que a operação não gerou o retorno esperado. Ele destacou, porém, que a marca continua relevante e que a empresa busca novas formas de crescer no segmento de café sem perder a identidade da Costa.

Foco em saúde e bem-estar

Essa possível movimentação está alinhada à estratégia mais ampla da Coca-Cola de investir em produtos percebidos como mais saudáveis. A empresa anunciou recentemente que passará a usar açúcar de cana verdadeiro em suas bebidas nos Estados Unidos, medida que acompanha a pressão de consumidores por maior transparência e ingredientes mais naturais.

Esse reposicionamento também dialoga com campanhas públicas que reforçam a importância da nutrição na dieta americana, como a “Make America Healthy Again”, liderada pelo Secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr.

Impactos no mercado de café

A eventual venda da Costa acontece em um momento de consolidação do setor de alimentos e bebidas. O movimento pode aumentar a competição no mercado de café, hoje dominado por gigantes como Starbucks e Nestlé, e pressionado pela ascensão das cafeterias especializadas e pelos produtos premium.

Especialistas avaliam que o foco da Coca-Cola em alternativas mais saudáveis pode ressoar positivamente junto a consumidores que buscam opções além das bebidas açucaradas tradicionais, ao mesmo tempo em que libera espaço para novas estratégias no café.



Fonte: Food Bev

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