O iFood está em tratativas para adquirir a Alelo, empresa de vale-alimentação e vale-refeição controlada pelo Bradesco e Banco do Brasil. Caso concretizado, este seria o maior movimento de aquisição da história do iFood e posicionaria a companhia como líder no segmento de benefícios no país.
A informação foi divulgada inicialmente pelo Valor e confirmada pelo INSIGHT. As conversas estão em andamento há alguns meses, com o Morgan Stanley assessorando o iFood – que, tradicionalmente, conduz operações menores de fusões e aquisições internamente.
Valores e contexto da negociação
Fontes do mercado indicam que o valor em discussão varia entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Até o momento, não há confirmação de acordo nem garantia de que a transação será concluída. O Bradesco, principal interlocutor nas negociações, preferiu não comentar.
A Alelo soma mais de 6 milhões de usuários, enquanto a operação de benefícios do iFood, iniciada em 2020, conta atualmente com cerca de 600 mil. A aquisição permitiria ao iFood multiplicar sua base e fortalecer sua estratégia de integração entre o consumo online e offline em restaurantes.
Impacto para o setor e desafios regulatórios
O setor de benefícios no Brasil movimenta entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões por ano e ainda é dominado por quatro grandes empresas – Alelo, Pluxee (ex-Sodexo), Ticket e VR –, que concentram cerca de 80% do mercado. Nos últimos anos, novos players como iFood, Flash e Caju vêm aumentando a concorrência e acelerando mudanças no segmento.
A possível aquisição ocorre em um momento de maior escrutínio regulatório. O governo avalia limitar as taxas cobradas pelas administradoras de benefícios, o que pode afetar diretamente o valor da transação. Analistas destacam que, caso as novas regras sejam aprovadas, a avaliação da Alelo pode se tornar menos atrativa para o iFood.
Perspectivas para os bancos vendedores
Para Bradesco e Banco do Brasil, a venda da Alelo poderia representar reforço de caixa e realinhamento estratégico. Embora o negócio de vales tenha sinergia com a ampla rede de distribuição e serviços bancários, a decisão de desinvestir pode estar ligada à necessidade de capital e à busca por foco em outras frentes.
Fonte: Exame







