A disputa entre os sócios do grupo Frutaria — rede reconhecida por seu foco em alimentação saudável — ganhou um novo capítulo. A Lyfe Participações, comandada por Cláudio Carotta, anunciou que vai recorrer da decisão judicial que a exclui do quadro societário da rede Frutaria São Paulo.
Segundo informações do Pipeline, o acórdão recente confirmou uma sentença favorável a Eduardo Landim, sócio por meio da empresa Focas. Carotta, porém, destacou em nota que a decisão ainda não é definitiva e permanece sujeita a recursos:
“A decisão judicial proferida em segunda instância, por maioria apertada (3 a 2), ainda não transitou em julgado. Portanto, seus efeitos só valerão quando não houver mais possibilidade de recurso”, afirmou o empresário.
Entenda a disputa
A Focas e a Lyfe são parceiras no Grupo Frutaria Original, que administra quatro unidades da marca. O conflito entre os sócios começou em 2017, com acusações mútuas de descaracterização da marca, diferenças de qualidade e uso indevido de identidade visual em novas operações inspiradas na Frutaria.
Com o tempo, cada parte passou a investir em expansões separadas: Landim manteve as novas unidades do Frutaria São Paulo, enquanto Carotta seguiu com outras bandeiras da Lyfe, como Néctar, Empório Frutaria, Super Soft, Frutaria Beach e Açaí Frutaria.
Apesar de um acordo prévio sobre territórios, royalties e delivery, hoje os grupos divergem até sobre o escopo da disputa judicial: Landim entende que a decisão afeta a marca como um todo, enquanto Carotta sustenta que o processo se restringe às quatro lojas da sociedade original.
Participação da Moriah Asset
A polêmica ganhou novos contornos em 2024, quando a Moriah Asset, gestora de investimentos focada em saúde e bem-estar, tornou-se sócia da Lyfe em sete restaurantes Frutaria.
O escritório RST&A Advogados, que representa Landim, afirma que essa transação está suspensa por liminar, alegando direito de preferência e veto. Já Lyfe e Moriah sustentam que o processo judicial não interfere no investimento.
“O direito de preferência se aplica apenas aos quatro restaurantes do Grupo Frutaria Original. As demais empresas licenciadas da marca Frutaria SP são de propriedade exclusiva da Lyfe e podem receber novos sócios”, esclareceu Carotta.
A Moriah Asset também reforçou que a decisão recente “não afeta o investimento feito na Lyfe Participações nem as relações comerciais com as empresas do grupo”.
Reflexos no mercado
O caso ilustra como conflitos societários podem impactar marcas consolidadas do setor de alimentação saudável, especialmente quando há modelos híbridos de gestão de marca e licenciamento.
Enquanto a Lyfe mantém operações sob diferentes bandeiras e parcerias, a disputa evidencia a complexidade das relações empresariais em redes com expansão acelerada e forte apelo de branding.
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📍 Fonte: Adaptado de Pipeline e Portal de Fusões e Aquisições







