A norte-americana Bunge encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido atribuível de US$ 95 milhões (US$ 0,49 por ação), abaixo do resultado registrado no mesmo período do ano anterior, quando somou US$ 602 milhões (US$ 4,36 por ação). O lucro ajustado foi de US$ 1,99 por ação, levemente inferior aos US$ 2,13 reportados um ano antes.
No período, o Ebit totalizou US$ 264 milhões, enquanto o Ebit ajustado alcançou US$ 622 milhões, avanço de 40% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho ajustado reflete maior disciplina operacional e a ampliação da atuação global após a combinação com a Viterra.
De acordo com o CEO Greg Heckman, 2025 foi marcado por “realizações significativas”, especialmente no processo de integração da Viterra e na expansão da presença internacional da empresa, mesmo diante de um cenário de mercado dinâmico e de incertezas geopolíticas.
Entre os segmentos operacionais, o processamento e refino de soja apresentou resultados ajustados levemente superiores, com destaque para a América do Sul, principalmente Argentina e Brasil. Já América do Norte e Europa tiveram desempenho mais moderado. O segmento de softseeds, que inclui oleaginosas como canola, girassol e linhaça, registrou crescimento impulsionado por margens mais favoráveis e pela incorporação dos ativos da Viterra.
Outras áreas também mostraram evolução, como óleos especiais, com melhor desempenho na Ásia e na América do Norte, além de grãos e moagem, beneficiados pela comercialização global de trigo e cevada e pela expansão da capacidade logística.
Resultado anual
No acumulado de 2025, o lucro líquido atribuível da Bunge somou US$ 816 milhões, frente aos US$ 1,137 bilhão registrados em 2024. O Ebit anual totalizou US$ 1,533 bilhão, enquanto o Ebit ajustado alcançou US$ 2,034 bilhões, praticamente estável em relação ao ano anterior. O fluxo de caixa operacional foi de US$ 844 milhões, refletindo principalmente mudanças no capital de giro e menor lucro líquido.
Para 2026, a companhia projeta lucro ajustado entre US$ 7,50 e US$ 8,00 por ação, além de investimentos de capital estimados entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,7 bilhão. Segundo Heckman, apesar da visibilidade limitada no curto prazo, a empresa acredita que a diversificação geográfica e o fortalecimento das capacidades operacionais devem sustentar a geração de valor no longo prazo.
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Conteúdo originalmente publicado pela UOL, com adaptação para o Portal Foodbiz.







