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Coca-Cola fecha 2025 com US$ 47,9 bilhões em receita e crescimento orgânico de 5%

Coca-Cola Company fecha 2025 com US$ 47,9 bilhões em receita e reforça estratégia de preço e mix

A Coca-Cola Company encerrou o ano fiscal de 2025 com receita líquida de US$ 47,9 bilhões, crescimento de 2% em relação ao ano anterior. O desempenho foi sustentado principalmente pela receita orgânica, que avançou 5%, impulsionada pelo aumento no preço/mix e pela evolução das vendas de concentrado.

No quarto trimestre, a companhia registrou receita líquida de US$ 11,8 bilhões, também com alta de 2%, enquanto a receita orgânica cresceu 5%. O resultado reflete uma combinação de crescimento de 4% no volume de concentrados vendidos e aumento de 1% nos preços, sinalizando a eficácia da estratégia de valor da companhia em um cenário global ainda marcado por pressão inflacionária e ajustes no consumo.

O volume de vendas por unidade avançou 1% no trimestre, com destaque para Brasil, Estados Unidos e Japão. No acumulado do ano, o volume permaneceu estável, já que o crescimento em regiões como Brasil, Ásia Central e Norte da África foi compensado por retrações em mercados relevantes como México, Estados Unidos e Tailândia.

Portfólio resiliente e foco em marcas estratégicas

Os refrigerantes gaseificados apresentaram desempenho estável tanto no trimestre quanto no ano. Na análise regional, o crescimento na Europa, Oriente Médio e África (EMEA) foi neutralizado por quedas na Ásia-Pacífico e na América Latina.

A marca Coca-Cola cresceu 1% no quarto trimestre e manteve estabilidade no ano. Já a Coca-Cola Zero Açúcar foi um dos principais motores de crescimento do portfólio, com alta de 13% no trimestre e 14% no acumulado de 2025, registrando expansão em todas as regiões operacionais da companhia. O desempenho reforça a relevância das opções sem açúcar dentro da estratégia global da empresa.

A Coca-Cola Light avançou 2% no trimestre, mas permaneceu estável no ano, enquanto os sabores gaseificados recuaram 1% tanto no trimestre quanto no acumulado anual, refletindo mudanças no mix de consumo em mercados-chave.

Os segmentos de sucos, lácteos processados e bebidas à base de plantas tiveram queda de 3% no trimestre e no ano. Apesar do crescimento de marcas como fairlife e Santa Clara, o desempenho foi impactado pela venda das operações de produtos acabados na Nigéria e pela retração em regiões como Ásia-Pacífico e EMEA.

Categorias além do refrigerante ganham tração

O grupo de água, bebidas esportivas, café e chá apresentou crescimento consistente. No trimestre, o avanço foi de 3% e, no ano, de 2%. A categoria de água cresceu 4% no trimestre, impulsionada por América Latina, Ásia-Pacífico e América do Norte. Bebidas esportivas avançaram 5% no trimestre, enquanto o chá registrou crescimento de 5%, refletindo uma demanda mais equilibrada e diversificada.

Para James Quincey, presidente e CEO da Coca-Cola Company, os resultados demonstram a capacidade da empresa de navegar em diferentes contextos de mercado. Segundo o executivo, o foco agora é executar a estratégia com ainda mais consistência, fortalecendo o sistema para garantir crescimento sustentável no longo prazo.

Fonte: supervarejo

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