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Código de barras ganha papel estratégico na cadeia produtiva

Código de barras ganha papel estratégico na cadeia produtiva

Pesquisa da Associação Brasileira de Automação mostra impacto dos padrões de identificação na comercialização de produtos, na rastreabilidade e na integração entre indústria, varejo e consumidor.

São Paulo, SP, maio de 2026 – Presente nas gôndolas, nos centros de distribuição e nas compras online, o código de barras ampliou sua função na cadeia produtiva. Mais do que identificar produtos, o padrão passou a concentrar informações que conectam indústria, varejo, logística e consumidor.

Dados da pesquisa “Tendências da Indústria”, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, mostram que o código de barras já está incorporado às operações das empresas. Segundo o levantamento realizado com 195 empresas das cinco regiões do País entre novembro e dezembro de 2025, 89% das indústrias afirmam que parceiros comerciais exigem o uso da identificação padronizada para efetivarem os pedidos e comercializarem produtos. Mundialmente, o padrão mais comum é o código de barras linear ou bidimensional GS1, que é “bipado” cerca de 10 milhões de vezes em 150 países.

A exigência de um padrão global consagrado pelo mercado acompanha a transformação das operações de consumo e distribuição. Com maior integração entre lojas físicas, e-commerce, centros logísticos e sistemas de gestão, o código de barras passou a apoiar processos ligados à venda, controle de estoque, emissão de notas fiscais e rastreabilidade.

A pesquisa aponta que 76% das indústrias utilizam código de barras em toda a linha de produtos comercializados. O impacto também aparece no faturamento. 70% da receita das empresas participantes vêm de itens identificados com o padrão.

O levantamento mostra ainda que a tecnologia está presente tanto no varejo físico quanto nas vendas online. Para 92% das empresas, o código de barras é importante para operações presenciais. No comércio eletrônico, o índice chega a 89%.

O avanço da rastreabilidade também aparece entre os principais movimentos observados pela pesquisa. Em setores como alimentos, medicamentos, logística e bens de consumo, acompanhar a origem e a movimentação dos produtos passou a fazer parte da gestão da cadeia produtiva.

Segundo o estudo, 92% dos entrevistados associam o código de barras à emissão de nota fiscal e à integração com sistemas ERP. O padrão permite registrar informações sobre fabricação, armazenamento, transporte e distribuição dos produtos ao longo da operação.

Entre as empresas consultadas, 68% afirmam ter implantado processos de rastreabilidade, de forma completa ou parcial, o que aprimora a cadeia de abastecimento.

Fonte: assessoria

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