O Grupo Eataly, tradicional mercado gastronômico italiano com sede em São Paulo, conquistou recentemente um marco em sua reestruturação financeira: a aprovação do plano de recuperação judicial por parte de seus credores. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.
Com um passivo de R$ 51 milhões, o Eataly obteve apoio unânime dos trabalhadores, além de mais de 70% de adesão entre bancos e fornecedores, e 63% das micro e pequenas empresas credoras. O plano agora segue para homologação judicial.
Como parte da estratégia de reestruturação, o grupo anunciou que passará a operar sob o nome JK Foods e deixará a sua emblemática unidade localizada na Avenida Juscelino Kubitschek, no bairro do Itaim Bibi. A empresa migrará para uma sede menor e, durante o período de transição, funcionará exclusivamente no formato de dark kitchen — operação voltada para entregas via delivery — por um prazo estimado de 12 meses.
O plano de recuperação judicial prevê condições diferenciadas para os diversos tipos de credores. Os trabalhadores receberão 100% dos valores devidos, limitados a 150 salários mínimos, pagos em duas parcelas semestrais. Já os credores quirografários, entre eles micro e pequenas empresas, enfrentarão um deságio de 95% e um prazo de pagamento que pode se estender por até dez anos.
Inaugurado em 2015, o Eataly São Paulo foi a primeira unidade da rede na América Latina. Ao longo dos anos, passou por mudanças significativas, incluindo reformas estruturais e substituições na gestão. No entanto, os desafios financeiros, agravados pela pandemia de COVID-19, culminaram no pedido de recuperação judicial em março de 2025 — medida adotada para evitar a falência e garantir a continuidade das operações.
A transformação do Eataly em JK Foods marca uma nova fase para o grupo, que busca se adaptar às novas realidades do mercado alimentício brasileiro, equilibrando tradição e inovação em meio a um cenário econômico desafiador.
Fonte: Infomoney







