Durante a inauguração de uma usina termelétrica a gás natural no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o governo dos Estados Unidos reavalie as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, previstas para entrar em vigor nesta semana.
Em seu discurso, Lula destacou que divergências comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo:
“Espero que o presidente dos Estados Unidos reflita sobre a importância do Brasil e faça o que se espera em um mundo civilizado: sentar à mesa, expor as divergências e buscar uma solução.”
As negociações têm sido conduzidas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, mas ainda não houve avanços significativos. A última tentativa de diálogo ocorreu no mês passado, sem retorno da contraproposta enviada pelo Brasil.
Contexto do impasse
As tarifas anunciadas por Donald Trump foram justificadas por ele como uma resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta julgamento por suposta tentativa de impedir a posse de Lula. A medida, comunicada em carta e divulgada nas redes sociais de Trump, ampliou as tensões entre os dois países.
Com o prazo para a aplicação das tarifas se aproximando, o governo brasileiro busca alternativas para evitar maiores impactos econômicos, mas não houve novas rodadas de conversas diplomáticas até o momento.
Disputa por minerais críticos
Outro ponto abordado por Lula foi o interesse dos Estados Unidos nos minerais críticos presentes no território brasileiro, insumos essenciais para a produção de tecnologias avançadas. O presidente reafirmou que a exploração e a comercialização desses recursos deverão permanecer sob controle do governo federal:
“Se nem conhecemos todos os minerais e eles já são considerados críticos, precisamos primeiro mapeá-los e garantir que a riqueza gerada beneficie o povo brasileiro”, afirmou.
Segundo Lula, apenas 30% do potencial mineral do país é conhecido, e há planos para criar uma comissão especial dedicada ao levantamento e à gestão desses recursos.
Fonte: Infomoney







