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Nestlé encerra 2025 com queda na receita e lucro 17% menor

REUTERS/Pierre Albouy

A Nestlé encerrou 2025 com receita de US$ 115,80 bilhões, queda de 2% em relação aos US$ 118,21 bilhões registrados no ano anterior. O lucro líquido somou US$ 11,68 bilhões, recuo de 17% frente aos US$ 14,08 bilhões de 2024. O lucro por ação caiu de US$ 5,42 para US$ 4,54. Em termos ajustados, o lucro por ação foi de US$ 5,72, retração de 7,3%.

Apesar do desempenho consolidado mais fraco, as vendas orgânicas cresceram 3,5% em 2025, acima dos 2,2% registrados no ano anterior. O crescimento interno real (RIG) ficou estável em 0,8%. Segundo a companhia, os preços subiram 2,8%, com reajustes concentrados principalmente em categorias ligadas a café e cacau, pressionadas pela inflação de insumos.

Desempenho por região

A América Latina e a Zona Ásia, Oceania e África (excluindo a Grande China) lideraram o avanço orgânico, com altas de 6,7% e 6,1%, respectivamente. A Europa registrou crescimento de 4,3%, enquanto a América do Norte avançou 1%. Já a Grande China apresentou retração de 6,4% nas vendas orgânicas.

Café e confeitaria puxam crescimento

Entre as categorias, doces e confeitaria tiveram crescimento orgânico de 8,2%, impulsionados por reajustes de preços e pelo desempenho da marca KitKat. O segmento de cafés e bebidas em pó ou líquidas avançou 7,3%, também refletindo aumento de preços. PetCare cresceu 2,2%, enquanto pratos prontos e auxiliares culinários recuaram 0,4%.

De acordo com o CEO, Philipp Navratil, as ações implementadas ao longo de 2025 fortaleceram as tendências de crescimento e participação de mercado no segundo semestre. O fluxo de caixa livre alcançou US$ 11,84 bilhões, e o conselho propôs elevar o dividendo para US$ 4,01 por ação.

A estratégia da companhia está concentrada em quatro frentes prioritárias: Café, PetCare, Nutrição e Alimentos & Snacks. Segundo a Nestlé, o foco é aumentar eficiência operacional e reforçar a posição financeira.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a multinacional projeta crescimento orgânico de vendas entre 3% e 4%. A margem operacional subjacente deve melhorar em relação a 2025, com avanço mais consistente no segundo semestre. A expectativa é que o fluxo de caixa livre supere US$ 11,65 bilhões

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