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Retrofit impulsiona vendas e fortalece franquias de alimentação

Modernização de lojas amplia faturamento, melhora eficiência operacional e reforça competitividade de redes como o Divino Fogão, que realizou mais de 50 atualizações em 2025

Em um cenário de transformação constante no varejo, as franquias de alimentação têm encontrado no retrofit, um processo de modernização e revitalização de lojas, uma estratégia eficiente para impulsionar resultados e fortalecer sua presença em shopping centers. A atualização dos pontos de venda, aliada à incorporação de tecnologia e melhorias operacionais, tem refletido diretamente no aumento de vendas, no fluxo de clientes e na valorização dos ativos.

Neste caso, empresas que são especialistas no segmento de food service, como a GALUNION, apontam que projetos de retrofit podem gerar crescimento superior a 10% no faturamento, especialmente em praças de alimentação. Em períodos sazonais e datas comemorativas, redes que investem em modernização chegam a projetar altas de até 20% nas vendas. Além disso, o movimento é considerado estratégico em shoppings com potencial construtivo esgotado, onde a revitalização se torna essencial para manter a atratividade do empreendimento frente à concorrência e ao avanço do e-commerce.

Com forte presença nacional, o Divino Fogão, marca reconhecida pela culinária brasileira inspirada em comida da fazenda e que soma 249 pontos de venda no país, é um dos exemplos de rede que tem apostado na modernização como pilar de crescimento. Em 2025, a franquia realizou mais de 50 atualizações, reforçando a atualização do layout das lojas, a padronização da comunicação visual e a melhoria da experiência do consumidor. No mesmo período, inaugurou 30 unidades em diferentes estados brasileiros, incluindo novos formatos, como restaurantes em rodovias e megalojas, ampliando a capilaridade da operação.

“O retrofit vai além da estética. Ele envolve atualização de equipamentos, melhorias nas instalações elétricas e de climatização e ganhos de eficiência operacional. Isso reduz custos, aumenta a produtividade e garante mais agilidade no atendimento, algo essencial em ambientes de alto fluxo. Nas praças onde efetuamos essa renovação, as operações tiverem um aumento de, em média, 28% nas vendas, impactando de forma significativa no faturamento anual dos restaurantes”, destaca Rodrigo Varela, diretor de planejamento e novos negócios do Divino Fogão.

Segundo o executivo, o comportamento do consumidor reforça a estratégia. “Nos últimos anos, observamos que consumidores de diferentes regiões e faixas etárias seguem valorizando refeições completas, fartas e com sabor caseiro, mesmo em ambientes de grande circulação. O formato de bufê por quilo ou preço fixo é um diferencial do Divino Fogão, pois oferece autonomia e percepção de economia ao cliente, além de garantir agilidade, um fator considerado decisivo em praças de alimentação, aeroportos e rodovias, onde já estamos presentes”, afirma.

Entre as principais vantagens do desse movimento está o aumento do fluxo de clientes, impulsionado por fachadas mais atrativas e ambientes internos renovados. A estratégia também permite incorporar soluções sustentáveis e tecnologias mais eficientes, reduzindo consumo de energia e adequando as operações às novas exigências do público. Outro diferencial é o custo-benefício. Em comparação à abertura de uma nova loja, esse tipo de atualização do negócio pode representar investimento mais competitivo por metro quadrado, preservando a localização estratégica e a base de clientes já consolidada. Além disso, a modernização respeita a identidade da marca, renovando o espaço sem perder a memória e a tradição, um aspecto relevante para redes com posicionamento consolidado.

Nos shoppings centers, o movimento também é visto como parte de um esforço maior de requalificação das praças de alimentação, que passaram a desempenhar papel ainda mais relevante na atração de público e no aumento do tempo de permanência dos consumidores. “Esse movimento não é apenas uma questão estética, mas uma decisão estratégica capaz de sustentar crescimento, competitividade e relevância no varejo alimentar brasileiro”, finaliza Rodrigo Varela.

Fonte: assessoria

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