A fabricante norte-americana de cosméticos Coty anunciou Markus Strobel, executivo com longa trajetória na Procter & Gamble, como presidente-executivo interino. A mudança acontece em um momento delicado para a companhia, que enfrenta queda no valor de suas ações e pressão sobre as marcas voltadas ao mercado de massa.
O movimento da Coty não é isolado. Em 2025, uma série de empresas globais de bens de consumo promoveu trocas no comando, refletindo um cenário marcado por incertezas econômicas, impacto de tarifas e maior volatilidade nos gastos do consumidor.
Entre as principais mudanças anunciadas ao longo do ano estão:
- Unilever demitiu o CEO Hein Schumacher e colocou o então diretor financeiro Fernando Fernandez no comando.
- Stanley Black & Decker anunciou Christopher Nelson, até então COO, como novo CEO a partir de outubro.
- Hershey trouxe Kirk Tanner, presidente da rede Wendy’s, para assumir o cargo em agosto, com a aposentadoria de Michele Buck.
- Hindustan Unilever antecipou a troca de comando e nomeou Priya Nair como nova diretora-geral e CEO.
- Kenvue, dona de marcas como Band-Aid e Tylenol, demitiu Thibaut Mongon e nomeou Kirk Perry como CEO interino.
- Diageo viu a saída de Debra Crew após dois anos no cargo, com o CFO Nik Jhangiani assumindo interinamente.
- Procter & Gamble anunciou a sucessão de Jon Moeller por Shailesh Jejurikar.
- Target confirmou Michael Fiddelke como próximo CEO, com início previsto para fevereiro de 2026.
- Nestlé substituiu Laurent Freixe após uma investigação interna, nomeando Philipp Navratil, então CEO da Nespresso.
- Walmart informou que Doug McMillon deixará o cargo em 2026, sendo sucedido por John Furner.
- Kohl’s efetivou Michael Bender como CEO após um período interino.
- Coca-Cola anunciou Henrique Braun como novo CEO, com posse em março de 2026.
- Altria confirmou a aposentadoria de Billy Gifford em 2026, com Salvatore Mancuso como sucessor.
- Lululemon optou por uma liderança compartilhada, com dois co-CEOs interinos.
- Kraft Heinz nomeou Steve Cahillane como CEO, em meio ao processo de divisão da companhia.
Esse volume de mudanças no alto escalão reforça como o setor de bens de consumo está passando por um período de ajustes estratégicos, buscando responder mais rápido a um consumidor cauteloso, custos pressionados e transformações no varejo global.







