Vendas de Colomba Pascal crescem 9,2% em 2025, aponta Abimapi
De acordo com os dados NielsenIQ, a categoria também cresceu 3,8% em volume, comparado com 2024
A Colomba Pascal, que chegou ao Brasil nos anos 80 e se consolidou como uma alternativa saborosa e econômica para o consumo em família durante a Páscoa, apresentou resultados expressivos nas vendas entre 2024 e 2025. De acordo com dados recentes da NielsenIQ, encomendados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (Abimapi), a categoria registrou um crescimento de 3,8% em volume e de 9,2% em valor na comparação entre 2025 e 2024.
A pesquisa monitorou as vendas em autosserviço (supermercados de pequeno e grande porte e hipermercados) e atacarejo (cash & carry). Em volume, o ano de 2024 registrou 8,1 mil toneladas comercializadas e faturamento aproximado de R$ 110 milhões de reais. Já em 2025, o volume chegou a 8,4 mil toneladas e cerca de R$ 120 milhões de reais.
Os dados revelam que os principais motores para o saldo positivo foram o aumento da presença de itens nas lojas que mais vendem e a elevação do peso médio dos produtos.
Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi, destaca o papel da inovação aliada à memória afetiva para manter a categoria em alta. “A Colomba Pascal se estabeleceu como um doce querido pelos consumidores no Brasil e ampliou seu espaço. As indústrias inovam ano a ano, incluindo variações trufadas e recheadas com diversos doces, mantendo sua tradição ao mesmo tempo em que entregam novidades que agradam o consumidor”.
Para a Abimapi, o crescimento expressivo do último ciclo leva a expectativas positivas para 2026. É esperado que o setor cresça de 3 a 5%, especialmente frente ao cenário de alta no preço dos chocolates, o investimento dos consumidores no produto como presente, o lançamento de novos formatos, embalagens e sabores.
Origem da Colomba
As origens em torno desse pão doce, embora não totalmente documentadas, sugerem uma relação com as guerras na Itália, onde a oferta da iguaria com o símbolo cristão da paz teria atenuado conflitos. Uma das lendas mais antigas, do século VI d.C. na Lombardia, conta que o rei Alboin teria sido presenteado com uma Colomba como oferta de paz para evitar levar 12 meninas como prisioneiras.
Outra história da mesma época narra que São Columbano teria abençoado um banquete, transformando-o em pães em formato de pomba. Há também a lenda de bolos em formato de pombas celebrando o fracasso de uma tentativa de captura da Lombardia no século XII. Ainda na Itália, a marca de panetones Motta, na década de 1930, já promovia uma massa fermentada com ingredientes similares como um bolo especial para a Páscoa, para aproveitar a infraestrutura de produção de panetones no Natal.
No Brasil, a cobertura açucarada passou a incluir castanhas de caju em vez de amêndoas, dando um toque regional. O recheio também evoluiu, muitas vezes sendo anunciado como ’uma espécie de panetone’ com a adição de gotas de chocolate, um sabor já associado à Páscoa no Brasil.
Fonte: assessoria







