O setor de laticínios na Argélia está prestes a passar por uma transformação significativa. O GEA Group, empresa global de engenharia e fornecimento de sistemas para alimentos e bebidas, foi contratado para desenvolver, em parceria com a produtora de laticínios do Catar Baladna e o governo argelino, a maior fazenda leiteira integrada e unidade de produção de leite em pó do mundo.
Projeto de escala inédita
A assinatura do contrato aconteceu em Argel e contou com a presença do CEO da GEA, Stefan Klebert. A construção está prevista para começar no início de 2026 e tem como objetivo fortalecer a autossuficiência do país em produtos lácteos. Hoje, a Argélia é o terceiro maior importador mundial de leite em pó, e a nova planta deve atender cerca de 50% da demanda nacional.
O investimento, estimado entre € 140 milhões e € 170 milhões, prevê a produção anual de aproximadamente 100 mil toneladas de leite em pó. A iniciativa também deve criar cerca de 5 mil empregos, impulsionando o desenvolvimento econômico e social da região.
Parceria estratégica e inovação
O projeto será conduzido pela Baladna Argélia, empresa formada pela parceria entre a GEA, Baladna e o Fundo Nacional de Investimento da Argélia. Para Klebert, o empreendimento reflete a capacidade tecnológica e de engenharia do grupo:
“Não se trata apenas da maior instalação do tipo no mundo, mas de um passo para reforçar a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico da região”, destacou o executivo.
A unidade integrará tecnologias avançadas em toda a cadeia de valor — da ordenha à produção e embalagem do leite em pó — e terá como referência experiências bem-sucedidas em países como Índia, China e Irlanda.
Impacto para a cadeia de alimentos
Localizada a cerca de 90 km de Adrar, a instalação contribuirá para reduzir a dependência de importações, estimular a inovação local e aumentar a resiliência da cadeia de suprimentos de alimentos. Além de atender demandas internas, o projeto se conecta a metas regionais de sustentabilidade e autossuficiência agrícola, reforçando o papel estratégico do setor lácteo para o futuro do país.
Fonte: Food bev







