A Oreo anunciou que vai lançar, em janeiro de 2026, suas primeiras versões zero açúcar nos Estados Unidos. A novidade chega às prateleiras em dois formatos clássicos da marca: Original e Double Stuf, com recheio duplo.
A iniciativa responde a uma mudança clara no comportamento do consumidor. Segundo dados de 2024, 66% dos americanos afirmam estar tentando reduzir o consumo diário de açúcar, reforçando a busca por produtos que conciliem indulgência e escolhas mais conscientes — tendência que o Portal Foodbiz vem acompanhando de perto no mercado internacional.
Os novos biscoitos passam a integrar o portfólio fixo da marca e poderão ser comprados antecipadamente no site oficial da Oreo. Cada pacote com 20 unidades será vendido por US$ 5,29.
Formulação sem aspartame e foco no sabor
O desenvolvimento da versão zero açúcar levou cerca de quatro anos. O principal desafio, segundo a Mondelez, foi manter o sabor e a textura característicos do Oreo, mesmo sem o uso do açúcar tradicional.
Na formulação, a marca optou por não utilizar aspartame, adoçante que tem sido alvo de debates recentes sobre possíveis impactos à saúde. Em seu lugar, entram:
- Maltitol
- Polidextrose
- Sucralose
- Acesulfame de potássio (Ace-K)
Cada unidade tem aproximadamente 45 calorias, contra 53 da versão regular. Uma porção de três biscoitos soma 135 calorias e não contém açúcares adicionados.
O que muda na composição
Além dos adoçantes, a receita mantém ingredientes já conhecidos do consumidor: farinha de trigo enriquecida, óleos vegetais, amido de milho e cacau processado com álcali. A polidextrose também contribui com fibras solúveis, ajudando na estrutura do produto.
Do ponto de vista nutricional, duas unidades do Oreo zero açúcar oferecem cerca de 90 calorias, 17 g de carboidratos totais, 6 g de fibras, 5 g de gordura e 1 g de proteína. Já a versão tradicional concentra 13 g de açúcares adicionados em três unidades.
Indulgência consciente no radar da indústria
O movimento da Oreo acompanha uma tendência mais ampla de “indulgência consciente”, que já vem impactando outras categorias. Em 2024, por exemplo, a Coca-Cola Zero Sugar cresceu 9% em vendas, enquanto a versão tradicional avançou apenas 2%.
Para a Mondelez, o lançamento também preenche uma lacuna no mercado de biscoitos recheados sem açúcar — algo que ainda não é comum, mesmo com a presença de chocolates zero açúcar de grandes marcas.
Disponibilidade, embalagem e próximos passos
Além da chegada ao varejo físico em janeiro de 2026, a Oreo aposta em mudanças na embalagem: os biscoitos serão vendidos em sacos verticais, substituindo bandejas plásticas, e cada unidade trará a inscrição “Zero Sugar” gravada no wafer.
Embora versões sem açúcar já existam em mercados como Europa e China, esse será o primeiro lançamento oficial da linha nos Estados Unidos. A expectativa é de ampla distribuição, incluindo supermercados e e-commerce, com estoque inicial preparado para o primeiro trimestre.
Para consumidores com diabetes, adeptos de dietas com controle glicêmico ou simplesmente interessados em reduzir o açúcar sem abrir mão do sabor, a novidade reforça como marcas tradicionais estão se reposicionando diante de um consumidor cada vez mais atento — movimento que segue no radar do Portal Foodbiz e do IFB.







