As gigantes de bebidas Pepsi e Diageo anunciaram a retirada de patrocínio do festival Wireless, em Londres, que terá shows do rapper Kanye West, agora conhecido como Ye. O evento está marcado para julho e contará com três apresentações do artista.
A decisão das marcas acontece em meio a críticas recorrentes ao cantor, especialmente por declarações de cunho antissemita feitas nos últimos anos. A pressão não veio apenas do público: organizações civis chegaram a pedir ao governo britânico que barrasse a entrada de West no país.
A Pepsi, que era a principal patrocinadora do festival, confirmou a saída, mas sem detalhar os motivos. Já a Diageo seguiu o mesmo caminho com suas marcas Johnnie Walker e Captain Morgan.
O tema também ganhou dimensão política. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou como “profundamente preocupante” a contratação do artista, citando suas falas e posicionamentos controversos.
Enquanto isso, a Live Nation, empresa responsável pelo festival, não se pronunciou oficialmente.
Essa não é a primeira vez que a presença de Kanye West em eventos europeus gera repercussão. Em junho, o prefeito de Marselha já havia declarado que o artista não era bem-vindo na cidade. Além disso, em 2025, a música “Heil Hitler”, lançada pelo rapper, foi banida das principais plataformas de streaming.
O caso levanta um ponto sensível para marcas e organizadores: até que ponto a associação com artistas controversos pode impactar reputação e negócios — uma discussão que vem ganhando cada vez mais espaço no foodservice e no entretenimento, e que você acompanha no Portal Foodbiz.
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Fonte: SWI swissinfo.ch







