A PepsiCo anunciou o fechamento de duas fábricas e um depósito da Frito-Lay em Orlando, na Flórida, resultando na extinção de cerca de 500 postos de trabalho. O encerramento das operações é a resposta mais recente da gigante de alimentos e bebidas à combinação de fatores que têm pressionado o mercado: a desaceleração no consumo de snacks e a forte migração dos consumidores para opções mais saudáveis.
O volume de produção e a receita da unidade de alimentos da Frito-Lay na América do Norte, que inclui marcas como Cheetos e Doritos, já registraram queda de 2% cada em 2025.
Inflação e Tendência Wellness Pressionam Resultados
O mercado de alimentos processados tem enfrentado um cenário adverso. A alta inflação leva os consumidores a apertarem o orçamento e reduzirem as compras de itens não essenciais. Paralelamente, os compradores se inclinam cada vez mais a produtos menos processados e com listas de ingredientes mais reconhecíveis – a mesma tendência que levou o McDonald’s a investir na Salada Mix.
A General Mills e a Conagra Brands são outras gigantes que também fecharam fábricas e cortaram empregos em 2025, buscando adequar a produção aos novos padrões alimentares.
A PepsiCo afirmou, em comunicado, que a decisão foi motivada por “necessidades comerciais” e garantiu que está oferecendo assistência na transição para os 500 funcionários afetados na Flórida.
Estratégias de Adaptação da Frito-Lay
Para tentar reverter o quadro, a Frito-Lay tem buscado se adaptar. A unidade da PepsiCo lançou versões de Cheetos sem corantes e aromatizantes artificiais e tem usado azeite ou óleo de abacate em alguns produtos. Além disso, a empresa tem introduzido embalagens menores e itens com preços mais baixos para atrair o consumidor com orçamento limitado.
Fonte: Fooddive







