Uma reportagem da BBC News Mundo revela como cresce nos Estados Unidos o número de pessoas que, mesmo após décadas de trabalho e estabilidade, passaram a depender de bancos de alimentos para garantir o básico. É o caso de Ilona Biskup, 62 anos, que vive em Miami e viu suas economias desaparecerem após enfrentar dois cânceres, cirurgias complexas, gastos médicos altos e, mais recentemente, o diagnóstico de Parkinson. Sua aposentadoria já não cobre as despesas essenciais, e ela passou a buscar ajuda no Feeding South Florida, que atende 25% da população da região.
O cenário descrito pela BBC aponta para um problema estrutural: pesquisas mostram que 60% dos adultos americanos viverão pelo menos um ano abaixo da linha da pobreza, vulneráveis a crises como doenças, perda de emprego ou rupturas familiares. Com uma rede de proteção social frágil, milhões entram na pobreza de forma repentina.
O presidente do Feeding South Florida, Paco Vélez, relata que, em 25 anos de atuação, já lidou com crises de todos os tipos — furacões, recessões e a própria pandemia. Mas ele afirma que a suspensão recente do programa de assistência alimentar SNAP fez disparar o número de famílias buscando ajuda.
“As famílias têm medo e não sabem como vão pagar não só pela comida, mas por tudo”, disse à BBC.
A situação se agrava com a alta no preço dos alimentos: nos 12 meses até setembro, eles subiram 2,7%, com aumentos expressivos em itens básicos como café (18,9%), carne moída (12,9%) e banana (6,9%). Segundo o economista alimentar David Ortega, essas altas refletem fatores como tarifas de importação e a perseguição a imigrantes sem documentos que atuam na agricultura, o que encareceu a produção.
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