A Vita Coco, marca de água de coco que já supera US$ 500 milhões em vendas anuais, está retomando um território ligado à sua origem: esportes e fitness. O movimento busca impulsionar a receita e se reconectar com consumidores mais jovens, em um mercado cada vez mais atento a bebidas funcionais.
Fundada em 2004 por Mike Kirban e Ira Liran, a marca surgiu após a observação de um hábito comum no Brasil: o consumo de água de coco nas praias e academias. A partir daí, os fundadores identificaram um espaço pouco explorado nos Estados Unidos.
Nos primeiros anos, a Vita Coco ganhou visibilidade ao se aproximar de modalidades como ioga quente e ao firmar parcerias com atletas conhecidos, como Alex Rodriguez e Marshawn Lynch.
Com o tempo, porém, a marca ampliou seu posicionamento e passou a explorar novos momentos de consumo.
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Da hidratação esportiva ao uso no dia a dia
A água de coco passou a ser associada não apenas ao pós-treino, mas também à recuperação após festas e ao preparo de smoothies, coquetéis e bebidas proteicas. Com um orçamento de marketing limitado, a estratégia foi conquistar espaço nos lares e educar o consumidor sobre essas diferentes aplicações.
Agora, quase duas décadas depois, a Vita Coco intensifica novamente sua presença no universo esportivo. A decisão acompanha o avanço da água de coco sobre marcas tradicionais de bebidas esportivas, como Gatorade e BodyArmor.
Segundo Kirban, o crescimento do consumo de bebidas esportivas acelerou nos últimos anos. “Estamos voltando à mensagem original da marca, mas em um momento em que temos mais escala para investir”, afirmou.
O mercado de água de coco nos EUA já movimenta mais de US$ 1 bilhão e alcança cerca de 25% dos lares, um salto relevante em relação à última década. A Vita Coco responde por aproximadamente metade desse mercado.
Com crescimento médio anual de 12,5% nos últimos cinco anos, a empresa fechou o último ano com faturamento de US$ 516 milhões. A meta é ultrapassar US$ 1 bilhão nos próximos quatro a cinco anos, apoiada em inovação, maior penetração no mercado americano e expansão internacional.
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Fonte: Food Dive







