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Anvisa aprova primeira caneta de semaglutida sintética após fim da patente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética liberada para comercialização no Brasil após o vencimento da patente do Ozempic, ocorrido em março deste ano.

O medicamento utiliza o mesmo princípio ativo da caneta da Novo Nordisk e poderá ser indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 em adultos, associado à dieta e exercícios físicos.

Apesar da aprovação regulatória, o produto ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de chegar efetivamente às farmácias.

Mercado de GLP-1 acelera no Brasil

O registro marca um novo capítulo no mercado de medicamentos da classe GLP-1, categoria que ganhou forte expansão global impulsionada pelo uso associado à perda de peso e ao controle glicêmico.

O pedido do Ozivy foi protocolado pela EMS em 2023 e passou pelo processo técnico de avaliação de eficácia, segurança e qualidade conduzido pela Anvisa.

Segundo a agência, outros pedidos ligados à semaglutida seguem em análise, incluindo versões sintéticas e biológicas.

O avanço ocorre após o fim da proteção patentária do Ozempic no Brasil, movimento que abre espaço para maior concorrência no segmento.

Produto exige refrigeração contínua

O Ozivy será comercializado em formato de caneta preenchida para aplicação semanal.

Um dos diferenciais em relação ao Ozempic está na conservação do produto. Enquanto o medicamento original pode permanecer em temperatura ambiente após aberto, o Ozivy deverá ser mantido refrigerado entre 2°C e 8°C durante todo o período de uso.

A EMS poderá comercializar diferentes apresentações do medicamento, incluindo kits com canetas multidose e agulhas descartáveis.

Assim como os demais medicamentos da classe GLP-1, a venda seguirá condicionada à apresentação de receita médica em duas vias.

Medicamento não é considerado genérico

Apesar de utilizar o mesmo princípio ativo, o Ozivy não é classificado como genérico segundo a regulamentação brasileira.

A Anvisa enquadra o produto como um medicamento novo, desenvolvido a partir de um análogo sintético de um produto biológico.

Impactos podem chegar ao foodservice

O crescimento do mercado de medicamentos ligados ao controle de peso e metabolismo já começa a gerar discussões em diferentes setores da economia, incluindo alimentos, bebidas e foodservice.

O avanço do uso de canetas de GLP-1 vem sendo acompanhado globalmente por mudanças nos hábitos de consumo, incluindo redução de apetite, alteração nas escolhas alimentares e maior busca por porções menores e produtos associados à saudabilidade.

Para a indústria de alimentos e foodservice, o movimento pode acelerar transformações em categorias ligadas a indulgência, conveniência e alimentação funcional nos próximos anos.

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Fonte: Mercado & Consumo

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