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Empresas brasileiras podem recuperar tarifas pagas aos EUA após decisão histórica

Uma decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos pode abrir espaço para que empresas brasileiras recuperem valores pagos durante o chamado “tarifaço” implementado no governo Donald Trump — e o tema já começa a repercutir entre exportadores.

O tribunal entendeu que o ex-presidente utilizou de forma indevida o International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) para impor tarifas comerciais. A legislação, segundo a Corte, permite regular transações econômicas internacionais, mas não autoriza a criação de tarifas — prerrogativa que pertence ao Congresso americano.

Na prática, isso significa que empresas que exportaram para os EUA e foram impactadas pelas sobretaxas — que chegaram a 50% no caso de produtos brasileiros — podem agora questionar judicialmente esses valores e buscar restituição.

Segundo especialistas ouvidos pelo mercado, o caminho não é automático. A devolução depende de etapas formais dentro do sistema jurídico americano, como o cumprimento de prazos e a abertura de processos específicos no contencioso tributário.

A decisão também lança luz sobre um ponto mais amplo: os limites do poder executivo na política comercial dos EUA. Parte dos ministros aplicou a chamada Major Questions Doctrine, reforçando que mudanças econômicas de grande impacto precisam passar pelo Legislativo — e não podem ser determinadas unilateralmente sob justificativa de emergência.

Apesar disso, o entendimento não impede a adoção de novas tarifas pelo governo americano, desde que haja respaldo legal claro.

Para o setor de foodservice — especialmente empresas que operam com exportação de alimentos, insumos ou equipamentos — o tema merece atenção. Além de possíveis impactos financeiros retroativos, a decisão pode influenciar a previsibilidade das relações comerciais com os Estados Unidos.

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Fonte: Terra

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