Por que a Gen Z se conecta mais no mundo físico do que no digital
A Geração Z cresceu online, mas é no mundo físico que ela busca conexões mais autênticas. Embora influencie cultura, tendências e decisões de compra no ambiente digital, essa geração constrói vínculos reais em comunidades vivas, especialmente dentro dos campus universitários.
Não por acaso, experiências presenciais nesse ambiente vêm se mostrando cada vez mais eficazes para marcas que querem relevância, engajamento e memória de longo prazo.
Universidades como territórios estratégicos de marca
Casos recentes mostram que ativações bem planejadas em universidades vão muito além da visibilidade pontual. Elas geram experimentação, pertencimento e recorrência.
Um dos exemplos mais consistentes é o Red Bull Student Marketeer, programa de embaixadores universitários que conecta estudantes à marca por meio de:
- experimentação de produto;
- eventos dentro do campus;
- gestão contínua da presença da Red Bull na rotina universitária.
O resultado é um vínculo orgânico, construído no dia a dia, e não apenas em ações isoladas.
Tecnologia, cultura e participação ativa
Em 2024, a Samsung levou experiências com o Galaxy AI a quatro universidades de São Paulo. A marca selecionou embaixadores, promoveu um concurso criativo com inteligência artificial e premiou um estudante com um Galaxy S24.
Mais do que apresentar tecnologia, a ação criou envolvimento ativo, estimulou a cocriação e se integrou à cultura universitária, gerando relevância real dentro do campus.
Experiência física que converte
Já Trident e OXXO apostaram em uma abordagem híbrida ao transformar uma loja em Campinas em um ambiente gamer imersivo voltado para universitários.
A iniciativa combinou:
- experiência interativa;
- espaço instagramável;
- estímulo à compra por impulso no ponto de venda.
O resultado mostrou como uma presença física bem executada impacta tanto percepção de marca quanto conversão.
Eventos como plataforma de relacionamento
Durante a Tusca 2023, a Clear marcou presença com ativações interativas, distribuição de produtos e conteúdo cocriado com repúblicas e influenciadores universitários.
A estratégia se destacou por ir além do evento em si, construindo conexão antes, durante e depois, e transformando uma ação pontual em relacionamento contínuo.
Menos improviso, mais estratégia
Esses exemplos reforçam uma mudança clara no marketing para a Gen Z:
o foco sai do improviso e entra no planejamento estruturado.
Mapear calendários acadêmicos, criar redes de embaixadores, entender a rotina real do universitário e respeitar o território do campus se tornam fatores decisivos para o sucesso das ativações.
Presença é mais do que aparecer
Para se conectar com a Gen Z, não basta marcar presença pontual ou apostar apenas no digital. É preciso:
- entender o contexto;
- respeitar a cultura local;
- construir relação ao longo do tempo.
Dentro e fora do campus, presença de verdade é aquela que gera vínculo — não só alcance.
Fonte: promoview







