A Sadia, marca de alimentos da BRF, anunciou um novo acordo de patrocínio com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), válido até 2030. Além de apoiar as seleções brasileiras, a empresa também será responsável pelo fornecimento oficial de proteínas para os atletas.
O valor do contrato não foi divulgado oficialmente, mas estimativas do mercado publicitário indicam que o acordo pode alcançar cerca de R$ 400 milhões ao longo do período, incluindo as seleções masculina e feminina.
Com a chegada da Sadia, a CBF passa a contar com nove patrocinadores em 2026, ano de Copa do Mundo. A lista inclui marcas como Nike, Ambev, Vivo, Itaú, iFood, Volkswagen, Uber e Cimed.
Meta de patrocínios
Especialistas estimam que a receita publicitária da entidade já esteja próxima de R$ 170 milhões neste ano, mas a meta interna da CBF é atingir R$ 250 milhões em patrocínios, impulsionada pelo calendário da Copa do Mundo e pela contratação de Carlo Ancelotti para comandar a seleção masculina.
Para alcançar esse objetivo, a confederação ainda busca fechar acordo com mais dois patrocinadores fixos em 2026.
Reaproximação das marcas
O novo contrato também sinaliza uma mudança na percepção das marcas em relação à CBF. Nos últimos anos, a entidade enfrentou crises institucionais que impactaram sua relação com patrocinadores.
Desde 2021, a confederação passou por disputas internas e questionamentos judiciais após o afastamento do então presidente Rogério Caboclo, acusado de assédio moral e sexual. A gestão interina de Ednaldo Rodrigues também foi marcada por disputas políticas e processos na Justiça.
O cenário de instabilidade chegou a afastar patrocinadores. Apenas em 2025, a CBF perdeu contratos com empresas como Gol, Mastercard, Pague Menos e TCL.







