A Páscoa de 2026 trouxe um dado que ajuda a entender a força do varejo alimentar no Brasil — e, em especial, o avanço de marcas nacionais no setor de chocolates. A Cacau Show registrou um desempenho fora da curva nos dias que antecederam a data, somando R$ 500 milhões em vendas em apenas dois dias.
Na sexta-feira (3), a companhia faturou R$ 300 milhões. Já no sábado, véspera da celebração, foram mais R$ 200 milhões — um ritmo que consolidou uma das maiores performances já registradas pela empresa. O resultado foi compartilhado pelo fundador Alexandre Tadeu da Costa, o Alê Costa, que destacou o novo marco nas redes sociais.
Os números da Cacau Show não aparecem isolados. Eles refletem um cenário mais amplo de crescimento da Páscoa no varejo. De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a data deve movimentar cerca de R$ 3,57 bilhões em 2026, com alta real de 2,5% em relação ao ano anterior. Se confirmado, será o melhor resultado desde o início da série histórica, em 2005.
Ao mesmo tempo, o contexto internacional ajudou a redesenhar a dinâmica competitiva do setor. A valorização do cacau elevou os custos de importação de chocolate em até 37%, reduzindo a competitividade de produtos estrangeiros no Brasil. Na prática, isso abriu espaço para empresas nacionais ampliarem participação.
Nesse cenário, marcas como a Cacau Show conseguiram capturar melhor a demanda, apoiadas em preços mais competitivos, capilaridade e forte conexão com o consumidor local. O desempenho da Páscoa de 2026 aponta não só para um momento positivo do varejo, mas também para um movimento mais estrutural: o fortalecimento da indústria brasileira diante das oscilações globais.







