O iFood Pago, fintech criada em 2023 para apoiar financeiramente restaurantes parceiros, está entrando em uma nova fase. Depois de conceder R$ 2,83 bilhões em crédito a 67 mil estabelecimentos, a operação começa a testar seus primeiros produtos voltados ao consumidor final dentro do ecossistema iFood.
A movimentação faz parte de um plano de expansão que mira o universo de 60 milhões de clientes da plataforma. Os primeiros testes incluem venda parcelada diretamente no checkout e um modelo de Buy Now Pay Later (BNPL), pensado sobretudo para compras de mercado e farmácia — categorias de tíquete médio mais alto e com forte recorrência no app.
Segundo a matéria do NeoFeed, sob a liderança de Bruno Henriques, CEO do iFood Pago e COO do iFood, a fintech já acumula 200 mil contas ativas entre restaurantes e um volume de crédito pré-aprovado que ultrapassa R$ 8,56 bilhões. A entrada no B2C, porém, marca um novo capítulo.
Buy Now Pay Later: microcrédito para necessidades do dia a dia
O BNPL está em testes com cerca de 100 mil usuários, oferecendo microcrédito entre R$ 50 e R$ 100 para compras de groceries, com prazos de pagamento de 15, 30 e 45 dias. A lógica, segundo Henriques, é simples: muitos consumidores enfrentam o “aperto do fim do mês”, e o iFood pode atuar como ponte para garantir o consumo dentro da própria plataforma.
O tíquete médio dessa modalidade hoje gira em torno de R$ 50 a R$ 60. A expectativa é ampliar a escala dessa operação com apoio da Koin, fintech especializada em BNPL adquirida pela Decolar — outra empresa do grupo Prosus, controladora do iFood.
Parcelamento no checkout já alcança meio milhão de pedidos
Outra frente em teste é o parcelamento via cartões parceiros no checkout do próprio iFood. Em menos de dois meses, essa modalidade já registrou 500 mil pedidos, inicialmente concentrados em supermercados e farmácias. A partir de 2026, o iFood pretende levar o parcelamento também para refeições.
Henriques destaca que a expansão seguirá conectada ao ecossistema da marca: “Não é sobre oferecer dinheiro por dinheiro, mas sobre criar soluções que façam sentido dentro da jornada do usuário no iFood.”
Novos passos: iFood Pay e crescimento na América Latina
Além dos testes B2C, a fintech trabalha na criação do iFood Pay, solução de pagamentos fortemente integrada ao Pix. A iniciativa pretende complementar o portfólio que já inclui conta digital, crédito para restaurantes, iFood Benefícios e a Maquinona (que une pagamentos e CRM).
A projeção, segundo a reportagem do NeoFeed, é que o iFood Pago encerre o ano fiscal de 2026 com R$ 2,5 bilhões em receita, praticamente dobrando o desempenho registrado no ano anterior.







