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Lely inaugura base no Brasil e avalia montar robôs de ordenha no país

reprodução site

A holandesa Lely, multinacional referência em equipamentos de automação para a pecuária leiteira, acaba de dar um passo importante na América Latina. A empresa inaugurou em Carambeí (PR) sua nova sede regional, que será o centro de operações para Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

O espaço recebeu investimentos de R$ 10 milhões e funcionará como centro de treinamento, além de apoiar a expansão da marca para novos mercados, como o México.

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O pioneirismo no Brasil

O primeiro robô de ordenha da Lely chegou ao país há dez anos, pelas mãos do pecuarista Pedro Nólio, do Rio Grande do Sul. Hoje, ele garante que a tecnologia trouxe ganhos de produtividade e bem-estar animal:

“O robô entende quando a vaca precisa ser ordenhada, o que garante mais produtividade e saúde”, conta.

De lá para cá, o Brasil tornou-se a principal base da Lely na região. O mercado local já concentra 400 dos 700 robôs em operação na América Latina.

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Crescimento e próximos passos

Nos últimos cinco anos, o mercado latino-americano da Lely cresceu 600%. Só em 2024 foram vendidos 90 equipamentos no Brasil e 150 em toda a região.

O potencial é expressivo: são 23 milhões de vacas leiteiras no Brasil. Apenas 10% desse rebanho representaria mais de 2 milhões de animais em grandes propriedades — todos potenciais clientes de sistemas automatizados.

Diante desse cenário, a empresa já cogita instalar no país sua segunda unidade industrial fora da Holanda (a primeira foi aberta nos EUA). A decisão, porém, dependerá da velocidade de crescimento do mercado nos próximos anos.

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Inovação além da ordenha

O portfólio da Lely vai além dos robôs de ordenha. A companhia também desenvolve soluções como:

  • robôs coletores de dejetos,
  • aproximadores de alimentos,
  • alimentadores automáticos de bezerros,
  • e, em breve, um vagão autônomo para alimentação das vacas.

Apesar do avanço, o custo ainda é um desafio: cada robô com unidade central custa cerca de R$ 1,5 milhão. Segundo a empresa, 70% das aquisições dependem de financiamento, o que torna essencial a busca por alternativas de crédito para os produtores.

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📌 Matéria originalmente publicada pela AgFeed

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