A expansão de marcas brasileiras de café para os Estados Unidos avança, mas ainda encontra desafios como hábitos consolidados, disputa acirrada por localização e a forte cultura da conveniência. É nesse cenário que a curitibana The Coffee dá um passo estratégico: a abertura de sua primeira unidade americana, inaugurada em 3 de dezembro, em Miami.
A chegada aos EUA marca o movimento mais relevante da empresa desde o início da internacionalização, em 2018. Agora, o objetivo é claro: transformar o mercado americano no principal destino da operação global e alcançar US$ 10 milhões em faturamento já em 2026.
Por que Miami?
A nova loja está localizada em Wynwood, bairro conhecido pelo fluxo turístico e concorrência intensa entre cafeterias. O ponto tem 160 m², 42 assentos e um formato premium, incluindo brunch servido o dia todo — algo alinhado ao perfil do consumidor local.
Para conquistar o público americano, a marca ampliou o cardápio tradicional, adicionando itens como:
- Avocado Toast
- Ham and Eggs
- French Toast
É uma adaptação necessária para um consumidor acostumado a cafés da manhã mais completos.
A operação fica nas mãos de um franqueado que já trabalha com a marca na Cidade do México, reforçando o modelo de expansão baseado em parceiros locais.
Estratégia: aprender antes de escalar
O plano da The Coffee nos EUA não é acelerar aberturas imediatamente. Antes, a empresa quer entender os hábitos de consumo, maturar o negócio em Miami e só então avançar para novas cidades.
Segundo o CEO Carlos Fertonani, a diferenciação da marca no mercado americano não está na origem do grão, mas no processo: fornecedores consistentes, treinamento rigoroso e uma experiência padronizada em escala global.
O avanço internacional vem sendo sustentado desde 2023, com um aporte voltado justamente para ampliar presença fora do Brasil.
A meta: 100 novas lojas internacionais em 2026
A expansão global segue intensa. A The Coffee projeta chegar a 40 países e abrir 100 novas unidades no exterior em 2026. Antes disso, já tem entradas previstas em:
- Cazaquistão
- Reino Unido
- Argentina
- Uruguai
- Marrocos
A marca reforça que padronização da experiência, eficiência operacional e uso de tecnologia permanecem como pilares dessa evolução.
E o Brasil?
O mercado doméstico continua no radar. A empresa quer expandir presença em cidades turísticas, capitais e grandes centros — combinando automação, inovação no menu e eficiência de operação.
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Fonte: Exame







