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O novo PAT e a corrida para 2026 que deve redefinir o mercado de benefícios

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Segundo Andre PurriCEO da Alymente, a regulamentação veio para equilibrar o jogo. “A regulamentação veio para equilibrar o jogo. Quem já operava com práticas justas não precisou correr. Esse decreto representa um passo importante para tornar o sistema de benefícios mais justo e transparente. A modernização do PAT reforça valores que já são parte da essência da Alymente: liberdade de escolha, simplicidade e responsabilidade social”, afirma. A declaração evidencia um ponto sensível dessa transição: a distância entre modelos já alinhados a práticas transparentes e aqueles que dependiam de taxas elevadas, prazos longos ou pouca clareza contratual para sustentar sua operação.

O que muda na prática

O decreto estabeleceu dois pilares centrais que devem redesenhar a dinâmica competitiva nos próximos meses:

  • Limite de taxa para operadoras: O teto de 3,6% busca padronizar custos e reduzir assimetrias. Na prática, impõe uma revisão de margens e força maior eficiência operacional.
  • Repasses mais rápidos: O pagamento aos estabelecimentos passa de 30 para 15 dias, corrigindo um dos principais pontos de tensão da cadeia. A medida tende a melhorar o fluxo de caixa de pequenos restaurantes e mercados, historicamente mais vulneráveis.

O impacto real

A nova configuração do PAT não afeta apenas fornecedores; ela tem implicações diretas para áreas de RH, para a experiência dos colaboradores e para a previsibilidade financeira das empresas contratantes. Com regras mais claras, departamentos de recursos humanos passam a ter maior margem para renegociar contratos e exigir tarifas compatíveis com o novo teto regulatório. Já gestores podem explorar modelos que ampliem a liberdade de escolha dos colaboradores, atributo cada vez mais valorizado em políticas de remuneração flexível.

Para o setor como um todo, o decreto funciona como um divisor de águas. Empresas que dependiam de práticas pouco transparentes precisarão buscar novas bases de sustentabilidade. As que já seguiam um padrão mais alinhado ao espírito da regulação ganham terreno, mas também assumem o desafio de competir em um ambiente em que eficiência e clareza deixam de ser diferenciais e passam a ser premissas.

O PAT modernizado abre espaço para uma cadeia mais previsível, mas também expõe a necessidade de acompanhamento contínuo. A adoção das novas regras deve gerar, no curto prazo, uma reorganização intensa de contratos e políticas internas. No médio e longo prazos, tende a provocar um redesenho do mercado de benefícios, com maior disputa por inovação real, não apenas por margem.

A regulamentação, portanto, não é apenas um ajuste técnico. É um marco que redesenha incentivos, pressiona por coerência e redefine o padrão mínimo esperado do setor. Empresas, operadoras e estabelecimentos agora operam sob parâmetros mais claros e será justamente nesse ambiente menos opaco que os modelos mais sustentáveis terão condições de prosperar.

Caso queira uma entrevista exclusiva com o especialista, basta nos avisar que faremos a ponte entre vocês.

Andre Purri

CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.

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