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Parceria entre Novo Nordisk e Eurofarma leva novas terapias com GLP-1 ao Brasil

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A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou, em 1º de outubro, uma parceria com a Eurofarma para a distribuição exclusiva de duas novas marcas da versão injetável semanal de semaglutida no Brasil: Poviztra, indicada para obesidade e sobrepeso com comorbidades, e Extensior, destinada ao tratamento do diabetes tipo 2. Os medicamentos devem chegar às farmácias ainda neste mês.

A colaboração une a expertise global da Novo Nordisk em pesquisa e desenvolvimento de terapias com agonistas de GLP-1 ao alcance comercial e à força de vendas da Eurofarma, que possui capilaridade no mercado brasileiro. Com isso, a expectativa é ampliar o acesso a médicos, farmácias e regiões ainda pouco atendidas pela operação da multinacional dinamarquesa.

Segundo Allan Finkel, vice-presidente da Novo Nordisk para América Latina e Brasil, “esta parceria é um passo estratégico para garantir que nossa inovação chegue a ainda mais pessoas em todo o Brasil, com a mesma confiança e qualidade de sempre”.

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Um mercado em expansão

O acordo reflete o crescimento acelerado do mercado de medicamentos à base de GLP-1, que já movimenta mais de R$ 6 bilhões por ano no Brasil e deve ultrapassar US$ 150 bilhões no mundo até 2030. Produtos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro se consolidaram não apenas como soluções médicas para diabetes e obesidade, mas também como motores da chamada “nova era farmacêutica”, em que terapias injetáveis ganham protagonismo.

Para Renata Campos, CEO da Eurofarma no Brasil, a força de vendas da companhia será fundamental para ampliar o alcance dos novos medicamentos: “a Eurofarma traz a experiência e a capacidade da sua equipe comercial dentro de um projeto que contempla forte compromisso com médicos e pacientes”.

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A disputa pela “economia do Ozempic”

A parceria também marca a entrada oficial da Eurofarma na chamada “economia do Ozempic”, um segmento altamente competitivo dominado por Novo Nordisk e Eli Lilly.

Nos últimos meses, o setor vem registrando movimentos importantes:

  • A EMS lançou medicamentos à base de liraglutida, com preços a partir de R$ 307, intensificando a concorrência.
  • A chegada do Mounjaro (Eli Lilly) às farmácias brasileiras, em junho, aumentou a pressão sobre prescrições médicas.
  • A própria Novo Nordisk, que já foi a empresa mais valiosa da Europa durante o auge do Ozempic, enfrenta queda de mais de 60% em seu valor de mercado nos últimos 12 meses, em meio à proliferação de versões manipuladas e ao avanço da concorrência global.

Com a aposta em novas marcas e na parceria estratégica com a Eurofarma, a farmacêutica dinamarquesa busca se reposicionar em um dos mercados mais promissores da indústria da saúde.


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Fonte: Exame

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