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Arla Foods conclui transição para energia 100% renovável

A Arla Foods, cooperativa europeia de laticínios controlada por agricultores, anunciou que passou a abastecer todo o consumo de eletricidade de suas operações na Europa com fontes renováveis. A mudança envolve 46 unidades produtivas distribuídas em sete países do continente, que concentram cerca de 93% da demanda elétrica total da companhia.

Segundo a empresa, o resultado é fruto de uma estratégia construída ao longo de vários anos. “Essa é uma conquista importante para a cooperativa e reflete o trabalho consistente das equipes envolvidas”, afirmou David Boulanger, vice-presidente executivo da cadeia de suprimentos da Arla. Ele destaca que a transição foi viabilizada, principalmente, por acordos de longo prazo ligados a projetos concretos de geração de energia limpa na União Europeia e no Reino Unido.

A matriz energética utilizada combina certificados de mercado aberto e contratos de compra de energia (PPAs, na sigla em inglês), firmados para garantir o fornecimento de eletricidade gerada por fontes eólica e solar. A Arla fechou diversos desses contratos nos últimos anos, reforçando o compromisso com investimentos estruturantes na transição energética.

Entre os acordos estão PPAs que somam volumes relevantes de geração: 44 GWh/ano provenientes de projetos solares e eólicos em Pronsfeld, na Alemanha; 20 GWh/ano de duas usinas solares no Reino Unido; 43 GWh/ano de um parque solar na Dinamarca; e 90 GWh/ano do maior contrato solar já registrado na Suécia.

De acordo com a cooperativa, os contratos de longo prazo ajudam a viabilizar novos projetos de energia renovável. “Empresas do setor energético precisam da segurança de um comprador comprometido antes de investir em grandes empreendimentos, como parques solares ou eólicos. Nosso papel é justamente oferecer essa previsibilidade”, explica Boulanger.

Parte da eletricidade utilizada também é coberta por certificados adquiridos diretamente de agricultores associados à Arla, que produzem energia em suas próprias fazendas, principalmente por meio de turbinas eólicas. A empresa afirma que esse modelo garante melhores condições financeiras aos produtores.

Além da transição elétrica, a Arla vem investindo na eletrificação da cadeia de suprimentos e na redução do uso de combustíveis fósseis. Atualmente, quase 30% de todo o consumo energético da companhia já vem da eletricidade, percentual que deve crescer nos próximos anos, impulsionado por projetos na Dinamarca, Alemanha e Reino Unido.

Para a cooperativa, a combinação entre eficiência energética e eletrificação é central para a descarbonização das operações. “Isso reduz nossa dependência de fontes fósseis e também a exposição à volatilidade geopolítica e de mercado”, afirma o executivo.

Com a meta europeia concluída, a Arla agora avalia caminhos para ampliar o uso de energia renovável também em suas operações fora da Europa.

Fonte: The Co-op News com adaptações do Portal Foodbiz

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