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Marfrig e BRF impulsionam sustentabilidade na produção de alimentos

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Apoio ao produtor, rastreabilidade e inovação tecnológica impulsionam os avanços em sustentabilidade das duas gigantes do setor

Marfrig e BRF, duas das maiores empresas brasileiras no segmento de alimentos e proteína animal, estão consolidando um papel de protagonismo na transição para uma cadeia de valor de baixo carbono. Com investimentos em tecnologia, rastreabilidade e apoio direto a produtores, ambas avançam em metas ambiciosas para reduzir emissões e fomentar práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva.

Rastreabilidade como pilar da sustentabilidade

A BRF já alcançou 100% de monitoramento dos fornecedores de grãos — diretos e indiretos — enquanto a Marfrig monitora integralmente seus fornecedores diretos e registra cobertura de 88,8% na Amazônia e 79,6% no Cerrado no que diz respeito aos indiretos. A meta das duas empresas é atingir 100% de rastreabilidade ainda em 2025.

Essa atuação se apoia em uma plataforma integrada de sustentabilidade que contempla desde emissões e bem-estar animal até uso de recursos naturais, resíduos e responsabilidade social. “Partimos do controle rigoroso da cadeia de fornecimento para garantir a origem sustentável de tudo o que compramos”, afirma Paulo Pianez, diretor global de sustentabilidade das duas empresas.

Metas globais e compromisso com o clima

Ambas as empresas têm metas de descarbonização aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). A Marfrig planeja cortar 68% das emissões diretas e 33% das indiretas até 2035, além de utilizar exclusivamente energia renovável até 2030. Já a BRF pretende reduzir 51% das emissões diretas e 35,7% das indiretas até 2032 — sendo pioneira no uso da metodologia FLAG no setor de alimentos no Brasil, que contabiliza emissões relacionadas a florestas, agricultura e uso da terra.

Inovação e controle de ponta a ponta

Tecnologia é um eixo central dessa estratégia. Com ferramentas de monitoramento via satélite que cobrem 25 milhões de hectares em tempo real, a Marfrig realiza cruzamento de dados ambientais e fundiários para assegurar que nenhum insumo venha de áreas desmatadas ou irregulares. Em caso de não conformidade, a negociação é automaticamente bloqueada e só retomada após regularização.

A empresa também investe em melhoramento genético para reduzir o tempo de abate e, com isso, diminuir as emissões por animal. Sistemas integrados de pecuária, lavoura e floresta também têm sido utilizados para viabilizar uma carne de menor impacto ambiental.

Na BRF, a modernização das operações inclui iniciativas como checklists digitais para eficiência energética e investimentos em uma matriz energética mais limpa. Em 2024, a companhia destinou R$ 14,8 milhões a projetos desse tipo, alcançando 53% de energia elétrica de fontes renováveis com rastreabilidade.

Apoio ao campo e reconhecimento internacional

Um ponto-chave da atuação das duas empresas é o suporte direto a produtores rurais. Desde 2021, quase 5 mil fazendas receberam apoio técnico e financeiro para se adaptarem às exigências socioambientais da cadeia. “Sabemos que muitos pequenos e médios produtores não têm os recursos necessários para adotar uma agropecuária de baixo carbono. Nosso papel é integrá-los nesse processo”, explica Pianez.

Esse esforço já rendeu reconhecimento internacional. A Marfrig é a única empresa de alimentos no mundo classificada como Triplo A pelo Carbon Disclosure Program (CDP) e a única do setor de proteína bovina listada como de baixo risco em sustentabilidade pelo Coller Fairr Index. A BRF lidera o setor de alimentos no CDP e também se destaca entre os produtores de frango e suínos nesse mesmo índice.

Presença global e agenda para a COP 30

Marfrig e BRF também têm atuado como embaixadoras do modelo brasileiro de produção sustentável em fóruns globais. Em junho, participaram da London Climate Action Week promovendo diálogos entre lideranças brasileiras e estrangeiras. Agora, se preparam para apresentar seus avanços na COP 30, que acontece em novembro, em Belém (PA).

“Queremos mostrar que é possível garantir segurança alimentar e, ao mesmo tempo, reduzir emissões. Temos os resultados e a tecnologia. O que falta é assegurar que os recursos cheguem à ponta, com políticas públicas e incentivos adequados”, conclui Pianez



Fonte: Globo Rural

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