Com a meta global de reciclar mais embalagens plásticas do que coloca no mercado até o fim de 2025, a Unilever anunciou um investimento de R$ 904 mil em São Paulo. O objetivo é fortalecer a cadeia da reciclagem e apoiar catadores por meio de remuneração mais justa.
A ação é realizada em parceria com a Green Mining, startup de logística reversa que opera as chamadas Estações Preço de Fábrica. Esses pontos funcionam como contêineres de coleta de resíduos, onde qualquer pessoa pode entregar recicláveis e receber pagamento via Pix. Antes focadas em materiais como PET, vidro, papel e longa vida, as estações passam a receber também plásticos PP (polipropileno) e PEAD (polietileno de alta densidade), comuns em potes, tampas e frascos de produtos de limpeza.
Remuneração direta aos catadores
Um dos diferenciais do projeto é eliminar intermediários da cadeia: os catadores passam a receber diretamente o valor praticado nas fábricas recicladoras, com registro formal via nota fiscal em CPF. Segundo a Unilever, esse modelo corrige uma desigualdade histórica e fortalece o elo mais frágil da reciclagem.
Alinhamento com metas globais
O investimento integra a estratégia global da companhia em logística reversa. No Brasil, a meta de reciclar mais do que produz já foi alcançada em 2024, com 115% do volume de embalagens recolhido. Entre 2021 e 2024, a empresa deixou de usar mais de 57 mil toneladas de plástico virgem, evitando também a emissão de 100 mil toneladas de CO₂.
Hoje, 37% do plástico em frascos da Unilever é reciclado, e marcas como OMO, Cif, Comfort, TRESemmé e Hellmann’s já utilizam 100% de plástico reciclado em suas embalagens.
Transparência com blockchain
A tecnologia de rastreabilidade em blockchain é outro destaque da parceria com a Green Mining. Cada transação é registrada, trazendo segurança e transparência para catadores e para toda a cadeia.
Desde 2021, as Estações Preço de Fábrica já recolheram 5.400 toneladas de resíduos e pagaram R$ 5,8 milhões a cerca de 6 mil pessoas. Além disso, a Green Mining lançou recentemente uma iniciativa pioneira de créditos de carbono a partir da reciclagem, com potencial de movimentar R$ 2,8 bilhões por ano.
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Fonte: Exame







