Tendência global que transforma a posse em serviço chega com força ao setor de equipamentos, impulsionada por tecnologias conectadas, redução de custos e busca por maior eficiência operacional
Em um cenário de instabilidade econômica e transformação digital acelerada, o modelo “as a Service”, ou “como serviço”, vem se consolidando como uma alternativa inteligente à compra de ativos. No setor de equipamentos, o conceito representa uma verdadeira revolução: empresas deixam de adquirir bens e passam a contratar o uso, com manutenção, monitoramento e atualização inclusos.
O chamado Equipment as a Service (EaaS) ou Terminal as a Service (TaaS) traduz uma mudança profunda na mentalidade corporativa, deslocando o investimento em bens de capital (CapEx) para despesas operacionais (OpEx). Segundo estudo da IoT Analytics, o mercado global de EaaS ultrapassou US$ 21 bilhões em 2023 e deve crescer mais de 11% ao ano até 2028. O avanço já atrai fabricantes e locadoras de diferentes partes do mundo.
No Brasil, a tendência começa a se fortalecer. Setores como o de tecnologia, construção civil e equipamentos industriais têm observado aumento consistente na adesão ao modelo. Um levantamento da IDC (International Data Corporation) , empresa global de inteligência de mercado, apontou que soluções contratadas como serviço, que vão desde desktops até máquinas de grande porte, cresceram mais de 20% em 2024, impulsionadas pela necessidade de previsibilidade de custos e pela busca por produtividade.
Para Fabiano Reis, CEO da Ettera, esse movimento é um reflexo direto da maturidade das empresas brasileiras em relação à gestão de ativos.
“Durante muito tempo, possuir o equipamento era sinônimo de poder e segurança. Hoje, eficiência e disponibilidade pesam mais do que a posse. O que importa é ter o equipamento certo, funcionando no momento certo, sem imobilizar capital.”
De acordo com Fabiano, a adoção do modelo “as a Service” traz ganhos significativos em sustentabilidade e flexibilidade, além de modernidade ao garantir que as empresas estejam sempre atualizadas tecnologicamente
“Quando uma empresa deixa de comprar e passa a contratar o uso, ela compartilha a responsabilidade pela performance com o fornecedor. Isso muda a lógica do negócio, porque o fabricante ou locador passa a estar comprometido com resultados contínuos, e não apenas com a venda inicial.”
Um relatório da Deloitte destaca que o modelo tende a gerar novos padrões de receita recorrente, integrando manutenção preditiva e monitoramento por IoT como parte do pacote. Para o cliente, o benefício está na previsibilidade e na redução de riscos. Para o fornecedor, na fidelização e na geração de dados sobre uso e desempenho.
Na prática, o EaaS vem sendo incorporado a diversos segmentos, como meios de pagamentos, máquinas agrícolas, equipamentos de energia, impressoras corporativas e sistemas de climatização industrial. Em todos os casos, o conceito central é o mesmo: transformar o acesso à tecnologia em um serviço escalável, sem exigir altos investimentos iniciais.
Segundo Fabiano Reis, essa lógica conversa diretamente com a proposta da Ettera, que tem investido em soluções de locação e gestão de equipamentos personalizadas para diferentes setores.
“Nosso papel é ajudar empresas a manterem suas operações ágeis e seguras, com suporte técnico contínuo e atualização tecnológica frequente. O cliente não precisa se preocupar com o ciclo de vida do equipamento. Ele foca no seu negócio e nós cuidamos de todo o resto.”
Além dos ganhos operacionais, o modelo favorece políticas ESG. A reutilização e manutenção inteligente de ativos reduzem o descarte e prolongam a vida útil dos equipamentos, criando uma economia circular. Empresas que aderem ao modelo também reportaram reduções de até 25% nos custos de operação e menor dependência de crédito bancário para expansão.
A Ettera observa um avanço expressivo na demanda por contratos sob medida. A expectativa é de que o modelo se torne predominante em alguns anoss, conforme mais organizações percebam que a locação inteligente é uma estratégia de competitividade e não apenas de economia.
“Estamos vivendo uma mudança estrutural. Assim como o streaming transformou o consumo de conteúdo, o modelo ‘as a Service’ está transformando o modo como as empresas acessam tecnologia e produtividade. É um caminho sem volta”, conclui Fabiano Reis.
Fonte: assessoria







