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Pix Parcelado chega no 2º semestre de 2025

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Previsto para estrear oficialmente no segundo semestre de 2025, o Pix Parcelado promete transformar novamente o mercado financeiro brasileiro — desta vez, oferecendo uma alternativa digital e acessível ao parcelamento via cartão de crédito ou carnê. A nova funcionalidade nasce dentro do ecossistema do Pix e deve ampliar o acesso ao crédito, especialmente para quem hoje enfrenta barreiras nos modelos tradicionais, como microempreendedores, autônomos e pequenos negócios.

Com estrutura simplificada, o Pix Parcelado permite que o consumidor divida o valor da compra, enquanto o recebedor recebe o montante total de forma imediata. O crédito é concedido por uma instituição financeira, de forma contratada no momento da transação, e toda a operação acontece dentro do ambiente já conhecido do Pix — disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Para a ABBC – Associação Brasileira de Bancos, que reúne mais de 120 instituições financeiras no país –, o novo modelo tem potencial para consolidar o PIX como principal meio de pagamento na aquisição de bens de maior financeiro.

“Essa funcionalidade amplia a inclusão financeira ao permitir que mais pessoas tenham acesso ao parcelamento de compras e ao controle do seu orçamento. Ao mesmo tempo, impulsiona a modernização dos serviços bancários, o que pode resultar em uma oferta mais competitiva e atrativa para o consumidor”, avalia o CEO da ABBC, Leandro Vilain. “Esse tipo de inovação tende a aumentar a concorrência no setor, traduzindo em maior conveniência e menores custos do crédito para o cliente final”, observa Vilain.

Essa maior competição no setor, aliada à padronização promovida pelo Banco Central, cria um ambiente propício à oferta de condições mais acessíveis ao consumidor. Embora ainda não exista um padrão consolidado para as taxas de juros — que devem variar conforme o perfil do cliente, prazo da operação e valor financiado,—, a expectativa é de que os custos fiquem abaixo dos praticados em modalidades tradicionais. “Ainda é cedo para estimar qual o custo associado a este tipo de transação, mas há uma sinalização clara em direção mais uma alternativa para o consumidor pagar suas compras”, afirma o executivo.

Pix como motor de transformação 

Desde seu lançamento em 2020, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento eletrônico no Brasil, movimentando cerca de R$ 26,5 trilhões em 2024, segundo dados do Banco Central. Sua implementação acelerou a digitalização dos serviços financeiros, ampliou a inclusão e diminuiu a burocracia, ao oferecer pagamentos instantâneos, gratuitos para pessoas físicas e disponíveis em tempo integral.




Fonte: Assessoria

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