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Onda de calor extrema ameaça safras e pode encarecer alimentos nas próximas semanas

As temperaturas recordes que marcam o fim de 2025 no Brasil já começam a gerar efeitos concretos sobre a produção de alimentos. Com termômetros ultrapassando os 40 °C em capitais como o Rio de Janeiro e mais de 1,2 mil municípios em alerta vermelho, produtores e especialistas acendem o sinal de atenção para uma possível alta nos preços de itens essenciais nas próximas semanas.

O impacto é direto nas lavouras. O calor excessivo provoca estresse térmico nas plantas, reduz o ritmo de crescimento e compromete a qualidade de hortifrútis como tomate, pimentão e hortaliças folhosas. A evapotranspiração acelerada e o excesso de radiação solar levam a perdas ainda no campo, diminuindo o volume de produtos aptos para chegar aos centros de distribuição, feiras e supermercados.

A produção de proteínas animais também sente os efeitos. Gado leiteiro e aves estão entre os mais vulneráveis às altas temperaturas, o que pode resultar em queda na produção de leite e aumento da mortalidade em granjas, pressionando a oferta em um período já sensível para o consumo.

Além da produção, a logística entra na conta. O transporte de alimentos exige maior cuidado com refrigeração em cenários de calor extremo, elevando custos ao longo da cadeia. Esse conjunto de fatores pode interromper a tendência de desaceleração nos preços dos alimentos observada nos últimos semestres e gerar reflexos mais claros nos índices de inflação a partir de janeiro.

Para o consumidor, especialistas recomendam atenção à sazonalidade e a busca por alternativas menos afetadas pelo calor, como produtos congelados ou substituições pontuais no cardápio. Já para o setor de foodservice, o cenário reforça a importância do planejamento de compras, da gestão de custos e da adaptação de menus.

As mudanças climáticas seguem se consolidando como um dos principais vetores de instabilidade nos preços dos alimentos, trazendo desafios adicionais tanto para o orçamento das famílias quanto para o planejamento econômico em 2026. Tema que vem sendo acompanhado de perto pelo Portal Foodbiz, com análises sobre os impactos no varejo, na indústria e no foodservice.

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Fonte: Correio 24h

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