A União Europeia emitiu uma nova recomendação para que seus cidadãos mantenham estoques de alimentos e outros suprimentos essenciais suficientes para pelo menos 72 horas, como forma de se prepararem para possíveis crises. A informação foi divulgada pela CNN, com base em novas diretrizes apresentadas nesta quarta-feira (26) pela Comissão Europeia.
Segundo o documento de 18 páginas, a Europa vive uma nova era marcada por riscos e incertezas, impulsionada por fatores como a guerra da Rússia na Ucrânia, tensões geopolíticas crescentes, sabotagens de infraestrutura crítica e guerra cibernética. Diante desse cenário, a Comissão enfatiza a necessidade de promover uma cultura de “preparação” e “resiliência” no continente.
A iniciativa também funciona como um alerta aos Estados-membro sobre a seriedade das ameaças à segurança do bloco. Entre as preocupações estão os atritos com o governo Trump — que tem criticado o envolvimento europeu na OTAN e na guerra da Ucrânia —, além da urgência em fortalecer a prontidão militar.
De acordo com a CNN, a Comissão Europeia recomenda que os cidadãos adotem medidas práticas para se prepararem para emergências, o que inclui manter estoques domésticos mínimos para três dias. “No caso de interrupções extremas, o período inicial é o mais crítico”, destaca o documento.
Além disso, a estratégia propõe incluir aulas de preparação nos currículos escolares, abordando temas como combate à desinformação e desenvolvimento de habilidades práticas para situações de crise.
“Nossas novas realidades exigem um novo nível de preparação na Europa”, declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. “Nossos cidadãos, Estados-membro e empresas precisam das ferramentas certas tanto para prevenir crises quanto para responder a elas rapidamente”, acrescentou.
A CNN relembra que a recomendação surge após medidas semelhantes já adotadas por alguns países. Em junho do ano passado, a Alemanha atualizou sua Diretriz-Quadro para Defesa Geral, com instruções sobre o que fazer em caso de conflito na Europa. Na época, a ministra do Interior, Nancy Faeser, justificou a medida como uma resposta à ameaça russa.