Com a concorrência no delivery ganhando força, o iFood quer ampliar sua presença entre consumidores da classe C — um público que ainda não utiliza o aplicativo com frequência. A estratégia inclui promoções e mais opções de pratos acessíveis, com valores a partir de R$ 15.
Investimento bilionário para crescer
Entre abril de 2025 e março de 2026, a empresa deve investir R$ 17 bilhões no Brasil, um aumento de 25% em relação ao período anterior. O foco é reforçar ações de marketing e promoções em parceria com restaurantes.
O objetivo é ambicioso: alcançar 200 milhões de pedidos por mês e 80 milhões de clientes até 2028. Atualmente, a plataforma registra cerca de 120 milhões de pedidos mensais e 55 milhões de usuários.
Concorrência acirrada
O movimento acontece no momento em que o mercado ganha novos competidores. A 99Food voltou a operar, e a chinesa Meituan deve lançar sua marca Keeta no Brasil em novembro. Para o iFood, a aposta no público de menor poder aquisitivo também reforça a parceria com restaurantes.
Segundo Lucas Pittioni, vice-presidente de políticas públicas e aquisições, a empresa busca gerar mais retorno para os estabelecimentos do que eles teriam investindo em outros canais.
Foco em preços mais baixos
O app pretende aumentar a presença de pratos com valores a partir de R$ 15, especialmente em regiões onde o delivery ainda não é tão acessível. Entre as ações, está a expansão do iFood Hits, programa que dá mais visibilidade a restaurantes que oferecem itens do cardápio a preços competitivos e com entrega subsidiada. Hoje, ele está ativo em cidades como Salvador e Goiânia, mas deve chegar a novos mercados.
Crédito e apoio aos restaurantes
Além das promoções, o iFood deve disponibilizar R$ 1,8 bilhão em crédito para restaurantes parceiros, ajudando a financiar operações e incentivar o crescimento dos negócios.
Fonte: Estadão







