Em entrevista ao jornal O Globo, Jorge de Melo, CEO do Grupo Sovena — empresa portuguesa que fabrica o azeite Andorinha — afirmou que, após o forte aumento dos preços em 2023 e 2024, o valor do azeite já caiu cerca de 20% em 2025 e pode continuar a recuar no Brasil. Segundo ele, a redução ainda não chegou totalmente às prateleiras devido aos estoques antigos, mas os novos lotes devem estar mais competitivos nos próximos meses.
O executivo destacou que o desafio agora é reconquistar o consumidor brasileiro, que se afastou do azeite durante o período de alta. A Sovena, que aumentou sua participação no mercado nacional de 3% para 30% nos últimos dez anos, investe em ações para popularizar o consumo do produto e desmistificar a ideia de que o azeite é caro.
Uma dessas iniciativas é a Casa Andorinha, restaurante temporário aberto em um casarão de Botafogo, no Rio de Janeiro, onde o público pode conhecer mais sobre a produção do azeite — que vai do olival à garrafa em menos de 24 horas — e provar pratos assinados pela chef Kátia Barbosa, criados para realçar o sabor do azeite extravirgem. A experiência sensorial e gastronômica fica aberta até o dia 19 de outubro.
Durante a entrevista, De Melo também comentou os efeitos das mudanças climáticas sobre as colheitas de azeitona, especialmente na Europa, e os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o azeite importado. Mesmo diante desses desafios, ele se mostra otimista com a recuperação do setor e o aumento do consumo global do produto.
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