A procura por alimentos mais acessíveis impulsionou o crescimento dos Armazéns Solidários da Prefeitura de São Paulo. Entre 2024 e 2025, o número de atendimentos nas unidades saltou de 270,5 mil para 944,5 mil pessoas, crescimento de 250%. No mesmo período, o volume de produtos comercializados passou de 6,3 milhões para 12,3 milhões de itens.
Destinado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), o programa comercializa alimentos, produtos de higiene e itens de limpeza com preços entre 30% e 50% inferiores aos praticados no varejo tradicional. Desde a inauguração da primeira unidade, em 2024, os Armazéns Solidários já movimentaram mais de R$ 111,6 milhões.
Entre os produtos mais procurados estão leite UHT, banana, batata, cebola, laranja e detergente, reforçando o peso dos itens essenciais no orçamento das famílias. Em alguns casos, a diferença de preços é significativa: o quilo da banana nanica é vendido por R$ 1,99 nos armazéns, enquanto o valor de referência em supermercados chega a R$ 6,69. Já a dúzia de ovos brancos custa R$ 9,99, ante R$ 16,34 no varejo convencional.
Atualmente, o programa conta com sete unidades em operação e outras duas em implantação. Parte do abastecimento também já é realizada por produtores vinculados ao programa Sampa+Rural, que respondem por mais de 16% do fornecimento de frutas, legumes e verduras.
Por que importa
O avanço dos Armazéns Solidários evidencia que o preço continua sendo um fator decisivo na escolha dos consumidores, especialmente entre as famílias de menor renda. Para o setor de foodservice, o movimento reforça a importância de acompanhar a evolução do poder de compra da população e os impactos da inflação alimentar sobre os hábitos de consumo dentro e fora do lar.
Fonte: Veja Negócios. Acompanhe mais análises sobre consumo, abastecimento e tendências do mercado no Portal Foodbiz.







