Um número crescente de cervejarias pelo mundo está trocando ou complementando suas caldeiras a gás por bombas de calor — uma tecnologia que promete reduzir emissões e custos de energia, além de ajudar o setor a avançar em direção às metas de descarbonização.
Entre as pioneiras estão nomes de peso como Guinness e New Belgium Brewing, que estão apostando em soluções de eletrificação desenvolvidas por empresas como AtmosZero e Skyven.
>
O desafio do calor nas indústrias
O calor é responsável por cerca de três quartos das emissões industriais, segundo Addison Stark, CEO da AtmosZero. Metade desse total vem do uso de vapor, muito comum em processos de limpeza, esterilização e produção de alimentos e bebidas.
Pensando nisso, Stark fundou a AtmosZero com o objetivo de criar uma solução eletrificada e acessível para substituir as tradicionais caldeiras a gás. A chamada Boiler 2.0 usa tecnologia patenteada para extrair calor do ar e transformá-lo em vapor, atendendo a instalações com cargas térmicas entre 1 e 5 megawatts.
“Estamos fazendo da eletrificação a vapor um produto, não um projeto”, explica Stark.
>
Eficiência energética na prática
As bombas de calor operam transferindo calor de um local para outro com alta eficiência, o que ajuda a compensar o custo mais elevado da eletricidade em comparação ao gás natural.
A New Belgium Brewing, localizada em Fort Collins, Colorado, instalou uma caldeira elétrica industrial capaz de gerar até 1 tonelada de vapor por hora. Segundo a empresa, o sistema poderá atender de 30% a 40% das necessidades de vapor da cervejaria, consumindo menos eletricidade que caldeiras elétricas convencionais.
“Não há muitas soluções de energia limpa disponíveis para o setor atualmente, e estamos entusiasmados em participar do desenvolvimento e da demonstração dessa nova tecnologia”, afirmou a empresa em comunicado.
>
Sustentabilidade como diferencial competitivo
Com o aumento da pressão por metas de emissões líquidas zero, tecnologias como as bombas de calor ganham destaque no setor de bebidas. Além de reduzirem o impacto ambiental, essas soluções prometem maior estabilidade operacional, já que diminuem o tempo de inatividade e os custos de manutenção — fatores cruciais para grandes fabricantes.
A adoção dessa tecnologia reforça uma tendência que vem se espalhando por todo o foodservice: a busca por eficiência energética e inovação sustentável, pilares que definem o futuro das indústrias de alimentos e bebidas.
>
Fonte: Food Dive







