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Sabrina e Karina Sato entram para a sociedade do Camarote Nº1

Leca Novo/Divulgação

O Carnaval na Sapucaí deixou de ser apenas espetáculo: virou um negócio de alta pressão para marcas, celebridades e produtores. Os ingressos que ultrapassam os 3.900 reais e a multiplicação de camarotes fizeram a avenida se transformar em um palco competitivo, onde experiências precisam ser renovadas ano após ano.

É nesse cenário que o Camarote Nº1 inicia 2026 com uma mudança importante no comando. Após uma década de parceria, Sabrina Sato e Karina Sato agora passam a integrar oficialmente o quadro societário, ao lado de José Victor Oliva, Ju Ferraz, Marcio Esher, Flavio Sarahyba e Antônio Oliva.

A entrada das irmãs marca um movimento estratégico para fortalecer presença, ampliar estrutura e atrair patrocinadores num setor que exige inovação constante. Segundo Sabrina, tornar-se sócia é “uma consequência natural da história construída ao longo dos anos”.

Crescimento, reposicionamento e novos parceiros

A previsão do Camarote Nº1 é crescer entre 20% e 25% em 2026, mantendo o ritmo de expansão dos últimos anos. Para sustentar o avanço, o grupo aposta em ajustes no modelo de gestão, redefinição de lideranças e acordos com marcas interessadas em disputar atenção no Carnaval carioca.

A primeira novidade já está definida: o patrocínio da Havaianas, firmado em grande parte pela relação da marca com Sabrina Sato, que é embaixadora global.

Para Karina, que chega para reforçar a área comercial, a nova fase é resultado de um “namoro profissional” que se consolidou naturalmente. A executiva destaca que a busca agora é por parcerias mais consistentes, indo além dos acordos pontuais que ainda dominam o circuito de eventos.

A trajetória das irmãs na Sapucaí

Sabrina chegou ao Camarote Nº1 em 2014, primeiro como musa e depois como Rainha — posição que ocupou por nove anos. A convivência com o time e a proximidade com os bastidores acabaram levando a apresentadora a colaborar na construção de ativações, parcerias e formatos ao longo do ano.

A formalização da sociedade, segundo ela, une paixão pessoal e contribuição direta na operação: “Estou levando minha vivência como foliã para criar experiências ainda mais alinhadas com o público”.

Karina complementa reforçando a importância desse vínculo: “Foram anos de trabalho conjunto e apoio mútuo. Tornar-se sócia é quase uma celebração de tudo que já foi construído”.

Um mercado mais competitivo — e mais exigente

O Camarote Nº1 tenta acelerar negociações com marcas justamente em um momento de maior concorrência. Os camarotes cresceram em tamanho, line-up e volume de mídia, o que aumenta a pressão por diferenciação.

O público também mudou: busca conforto, fluidez na operação, propostas culturais relevantes e ativações que façam sentido dentro do contexto da avenida. Uma pesquisa interna orientou os ajustes previstos para 2026, incluindo:

  • novo layout, com realocação de bufês e ampliação de áreas de circulação
  • mais banheiros e mais pontos de descanso
  • melhorias operacionais para reduzir filas
  • line-up orientado pelos desejos do público, identificado em pesquisa recente

Tudo isso busca equilibrar experiência, conforto e margem operacional em um ambiente onde o ingresso já parte de 3.950 reais.

Comunidade, cultura e propósito

Mesmo com o crescimento como negócio, Sabrina e Karina reforçam que a conexão com o Carnaval permanece no centro do projeto. As duas mantêm um vínculo histórico com a Vila Isabel há 15 anos e destacam que qualquer expansão deve respeitar essa comunidade.

O objetivo, segundo elas, é unir tradição, criatividade e novas formas de relacionamento com o público.

O que vem por aí em 2026

Com desfiles previstos para 15, 16, 17 e 21 de fevereiro e ingressos à venda pela Ticketmaster, o Camarote Nº1 mira uma virada em 2026. A sociedade ampliada, a gestão remodelada e a busca por acordos de longa duração querem posicionar o espaço de forma mais madura — e mais resiliente — dentro de um mercado que exige execução impecável.

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Fonte: Exame

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